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segunda-feira, dezembro 13, 2004

A (im)potência da Universidade

Graças ao Fim do Jornalismo cheguei a uma entrevista interessante de Manuel Pinto ao Notícias Lusófonas.

O jornalista Jorge Castro apresenta a entrevista da seguinte forma: Manuel Pinto (professor de Jornalismo na Universidade do Minho, Portugal, e Provedor do Leitor do maior jornal português – o Jornal de Notícias) passa a pente fino o Jornalismo. Sem papas na língua, diz que nesta profissão «existe, cada vez mais, um fosso entre uma elite que sobrevive e encontra em qualquer caso o seu lugar ao sol e a maioria dos profissionais, em situação periclitante... ganhando mal e estando sujeita a inúmeras contingências e dependências». Manuel Pinto acrescenta que «as consequências deste processo de precarização podem ser, a prazo, catastróficas para o jornalismo». Ou seja «redacções sem memória e sem identidade» e que podem levar a «um jornalismo anódino, inofensivo, domesticado». Por outras palavras, «tudo menos jornalismo».

Para que serve então a Universidade?

Será o Saber um luxo, dispensável, incapaz de condicionar as forças estruturantes da realidade?

Como é que a Universidade, impotente para travar aquele processo de precarização, forma aprendizes de Jornalismo para redacções sem memória e sem identidade» e que podem levar a «um jornalismo anódino, inofensivo, domesticado». Por outras palavras, «tudo menos jornalismo»?

Os jornalistas com tarimba estarão condenados à expulsão das redacções e à exterioração de mágoas como professores universitários e/ou recordação dos seus tempos, esses sim, bons, heróicos, de referência/reverência?

Confesso que ignoro as condições de concorrência na altura do Diário da Manhã ou se havia jornalismo não domesticado no Diário. Ouvi falar em saneamentos no Diário de Notícias, salvo erro na altura do Prémio Nobel, em noticários televisivos alinhados no Conselho de Ministros,..

Desconheço se a concentração económico-empresarial de hoje pode ser equiparada à influência politico-ideológico-partidária de ontem, se a precarização de hoje pode ser comparada com os duplos e triplos empregos de ontem.

Quando tiver tempo faço uma tese sobre isto.

Parece-me um tema interessante...

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