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terça-feira, janeiro 11, 2005

Crescimento do PIB: Por que parou? Como volta?

Entre 1961 e 1973, a economia portuguesa cresceu a uma média anual de 6,9%.
Entre 1974 e 1985, o crescimento médio anual foi de 2,2%.
Entre 1986 e 1990, a expansão média anual foi de 5,7%.
Entre 1991 e 1995, foi de 1,7%.
Entre 1996 e 2000, a média anual situou-se em 3,9%.
Por anos (mais recentes) o crescimento da economia foi de 4,6% (1998), 3,8% (1999), 3,4% (2000), 1,6% (2001), 0,4 (2002), -1,2% (2003) e 1,3% em 2004.

Fonte: Comissão Europeia, Statistical Annex of the European Economy, Outono de 2004, p. 194.

Para 2005, o Banco de Portugal prevê 1,6%.

Por outro lado, o crescimento do PIB potencial não pára de abrandar (ver Comissão Europeia, Cyclical Adjustment of Budget Balances, Outono de 2004, p. 54).

Assim, pergunta-se: qual é a causa deste abrandamento?

O crescimento anterior a 1974 foi obtido em parte substancial pela emigração e a economia de guerra, a par da adesão à EFTA.

O abrandamento posterior a 1974 explica-se com o choque petrolífero, mas em particular pela instabilidade política subsequente ao 25 de Abril.

O regresso ao crescimento forte a partir de 1986 é atribuível à adesão à CEE.

A partir de 1991, a economia começou a dar-se mal com guerras do Golfo, implosão da URSS, reunificação alemã, perda do instrumento cambial e aparecimento de novos produtores no comércio mundial.

A liberalização têxtil rebentará com o que por aí existe à custa do esmagamento de custos (é que na China ainda são mais baixos).

E a fileira automóvel que ponha as barbas de molho, uma vez que a tendência é para ir para Leste e, depois, para a China.

Assim, pergunta-se:
- Como é que a economia vai crescer? Vai-se apostar em alguns segmentos industriais de maior dinâmica internacional? Quais? Como?
- Que emprego se vai criar? Quanto? Em que empresas? Como atrair as estrangeiras, quando as alternativas a Portugal nunca foram tantas e tão boas, para não dizer melhores? Com a esponja da Administração Públcia indisponível para absorver os recém-chegados ao mercado de trabalho, haverá mesmo criação líquida de emprego, ou a emigração volta a ser a válvula de escape? Mas, para onde?
- O discurso do desenvolvimento regional está datado e ultrapassado. O crescimento da economia continua baseado no eixo Braga-Setúbal - e de lá não sairá. Será que Portugal vai ser a Idanha-a-Velha da Europa? Integrará a este título o circuito das zonas históricas do Velho Continente?

Alguma coisa subjaz ao alerta, à constatação, de Daniel Bessa, em entrevista ao Público: Portugal esteve na moda e passou de moda .

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