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sábado, janeiro 08, 2005

Eleições

Ilusões?
Orações?
Corações?
Decorações?
Desilusões?
Opções?
Nomeações?
Identificações?
Representações?
Auscultações?
Considerações?
Decisões?
Acções?
Interrogações.

Os poderes fácticos são sujeitos a escrutínio?

A lógica sistémica da vida política, económica, social, ideológica, cultural, vai ser sujeita a escrutínio?

Sem querer enveredar por determinismos estruturalistas, convirá que as coisas não se esgotem na superficialidade conjunturalista.

Ou não há mesmo mais nada? Estamos reduzidos a optar entre a vacuidade e o tacticismo? Entre o Zero e o Infinito? Entre o 'Sou Muito Bom' e 'Eles São Maus'?

Se as estruturas de representação política se reduzem a arenas/plataformas de conquista/manutenção do poder político formal - proporcionando espectáculos internos indecorosos e externos a roçar a banalidade e mesmo a boçalidade - então desacreditam-se enquanto oferecedoras de esperança, ilusão, utopia - e representação. Reduzem-se a grupos de interesses, cristalizados, auto-centrados, que erguem barreiras à entrada de potenciais rivais, com interesse em aceder à(s) coisa(s) pública(s) para benefício próprio. Vem nos livros.

Se patrões e sindicatos se entendem, em plena sede da Concertação Social, supostamente tripartida, dispensando a terceira parte com proveito, ao que parece, então para que serve o governo, os partidos, a Assembleia da República, a Democracia?

A ministra que prefere os jornalistas aos deputados é uma aberração ou apenas uma primícia dos novos tempos?

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