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sábado, janeiro 15, 2005

Eleições

Os momentos eleitorais, por serem momentos de instabilidade e com algum envolvimento popular, revelam vários tipos de pessoas dentro ou em torno dos partidos políticos, que deveriam merecer um estudo, quiçá uma tese em qualquer coisa.

. o militante bem-intencionado, que cola cartazes, dá ideias, entrega dinheiro, esfarrapa-se todo em colaborar;
. o reaparecido (em especial nos partidos em que o cheiro a poder é mais forte);
. o calculista, que gere as relações com quem importa, abandonando ou recuperando velhos conhecidos, conforme a conjuntura e as perspectivas;
. o/a que procura alma gémea;
. o sempre-em-pé, que já ligou a um velho conhecido no outro partido just-in-case;
. o embaixador de um interesse corporativo, que se apresenta com as melhores credenciais, antes/depois de o fazer no partido rival;
. os que manobram nos bastidores;
. os seguranças que exibem os músculos para impressionar garinas;
. os cerebrais;
. os broncos;
. os fazedores de reis;
. os reis;
. os princípes;
. os conselheiros;
. os cortesãos;

No tempo que se seguiu ao maremoto ouviram-se histórias horripilantes sobre a canalhice e de espantar sobre solidariedade.

Na política, estrito senso, há menos mortes do que num maremoto.

Só.

Canalhice e solidariedade estão muito presentes.

Vamos ver o que chega ao cidadão comum.

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