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sexta-feira, janeiro 14, 2005

Está visto

Táctica. Imediato. Atacar. Destruir. Pulverizar. Histerismo.

Tal parece ser a lógica comportamental de quem (nervoso, agressivo, descompensado) tem culpas a esconder, responsabilidades a esconjurar, perdas de credibilidade a alijar do passivo.

Estratégia. Médio/Longo prazo. Propor. Construir. Discutir. Tranquilidade.

Esta deve ser a maneira de estar de quem tem algo construtivo a apresentar, soluções de problemas derivadas de uma filosofia de serviço público a propor, um interesse colectivo a viabilizar.

Mas, dado que a política é um mercado como qualquer outro - em que o prémio é o voto - e, como tal, não tem uma concorrência perfeita, é de esperar o predomínio de argumentos não-concorrenciais destinados a subverter a concorrência: truques, malandrices, golpes baixos, privilegiar o acessório, o mediático, o simples.

Predominarão os sentimentos, as emoções, os nervos à flor da pele, a retórica, a pose, o olhar à matador, o aspecto, a tanga.

Conseguir-se-á ir além disto, por uma qualquer feliz ocorrência?

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