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sábado, janeiro 15, 2005

Rumores

Os rumores que começam a circular, reforçados com o truque velho de publicar coisas no estrangeiro que depois são importadas para exibir, confirmam que para alguns dos intervenientes no jogo da política o que conta é o resultado.

O objectivo a atingir, o resultado almejado, é ganhar ou destruir o adversário. Os fins justificam os meios. Com mais ou menos batota, mais ou menos mentiras, mais ou menos demagogia, mais ou menos má-fé.

Esta prioridade faz com que a apresentação de propostas por parte destes intervenientes seja secundária, o que justifica a ausência, impreparação ou irrealismo destas, substituídas por impropérios, truques, show-off.

Outra consequência é a poluição do espaço público, o que impede a discussão das propostas que alguém apresente.

Perante este ruído, como se comunica om o cidadão eleitor?

Melhor, como é que o cidadão eleitor se posiciona?

Liga ao barulho ou afasta-se?

O Margens de Erro promete para 2.ª feira uma ajuda para esclarecer esta situação (ver Teaserzinho).

Mas aposto singelo contra dobrado em como o preocupa-se é com a sua vidinha, resmungando entredentes contra eles, sem condições (Weber), chamado/limitado pela urgência quotidiana.

Apesar da dimensão da população portuguesa que ronda o limiar da pobreza (20%) não é menos certo que parte importante da mesma já tem condições para se pensar e à política.

Resta saber se o faz de forma consequente.

Os rumores prejudicam esta consequência.

Até porque basta começar.

São como as cerejas.

Estar-se-á mesmo na antecâmara da campanha eleitoral mais suja que Portugal alguma vez conheceu?

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