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segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Breves e soltas

Voto de protesto não pode ser confundido com voto de adesão (programas eleitorais valem cada vez menos).

Acções dos governos estão cada vez mais condicionadas por forças que lhes são exteriores e sobre as quais pouco ou nada podem.

O peso da comunicação social é relativamente insignificante. O pouco eco, para não dizer efeito contraproducente, que algumas análises tiveram, apesar do tempo de antena generoso concedido a alguns comentadores, prova-o.

Uma lógica eleitoral assente na penalização, mais do que na da propositura, é perversa - e virar-se-á amanhã contra os que beneficiou hoje.

É díficil fugir ao populismo, tanto à esquerda como à direita.

Há uma correlação forte entre subida do desemprego e queda do governo. Foi assim com Cavaco Silva, António Guterres e Durão Barroso/Santana Lopes. Como será com José Sócrates se persistirem as dificuldades de crescimento da economia portuguesa?

Sem crescimento económico, fica tudo mais dependente do Orçamento do Estado. Mas se as fontes de receita deste se contrairem (se continuarem a contrair), até por força do refinamento da evasão fiscal, então aumentará a luta entre os grupos de interesse pelo que existe. Quem tiver interesse mas não pertença a um grupo ou integre um sem força não poderá trincar o bolo orçamental.

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