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quarta-feira, março 09, 2005

Cada vez mais...

... a atracção pelos cães está em franca ascenção.

... conhecem-se melhor as minorias que aproveitam/estruturam a lógica das relações de força assimétricas, os insiders, os mal/empregados, os venerandos e obrigados associados, os videirinhos, os oportunistas.

... vê-se a impotência dos críticos esclarecidos, materialmente desinteressados, reduzidos à azia, ao desespero intelectual, ao papel de Santo António a pregar aos irmãos peixes, à interpretação lúcida do teatro de sombras que ocorre nos vários palcos, mais ou menos públicos, mais ou menos recatados.

... é visivel a vacuidade do discurso no espaço público, a inépcia/incapacidade dos agentes públicos alterarem/melhorarem estruturas sociais - a não ser que sejam agentes privados de facto -, a incompetência gritante dos mediadores comunicacionais (que tanto jeito dá, aliás, a terceiros), que alguns teóricos justificam com predeterminações estruturais e outros com fados divinos (O destino marca a hora/ P'la vida fora/ Que havemos de fazer?).

... a massa, entretanto, espartilha-se entre sofredores passivos, impotentes, inúteis (no sentido em que Adriano Moreira fala de povos in/úteis) e recolhedores de migalhas, toxicodependentes lato senso (de consumidores de telelixo às substâncias químicas, passando pelas mais variadas práticas de escape e compensação).

... é a entropia como consequência que se perfila, com a implosão no horizonte.

Isto vai acabar mal.

A lógica de condomínio fechado, de ilha de paz, sossego e segurança, dura até quando? A que custos, entretanto? E depois?

Ilusões.
Desilusões.
Renovações.

Permanências.

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