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domingo, março 27, 2005

Economia e interesse público na realidade

(...)
Os números falam por si: das 3241 edificações clandestinas existentes nas áreas protegidas cerca de 97 por cento estão próximas do litoral. Em 2003 foram recenseadas pelo menos 132 novas construções a menos de 500 metros da praia e destas 75 ficavam a menos de 50 metros. Como seria possível tamanho assalto ao litoral se não houvesse conivência, suculentamente reembolsada, de agentes da administração pública e de eleitos ou outros titulares de cargos políticos? Se não houvesse uma manipulação criminosa na própria elaboração legislativa com diplomas sem condições de aplicabilidade ou recheados de alçapões para permitirem a criação de um manto diáfano de aparente legalidade formal?
(...)

Eduardo Dâmaso, no Público.

O que o PIB se fartou de crescer à conta destas e d'outras...
O emprego que foi criado...
Os impostos que foram amenizar o défice...

Tem de se começar a pensar em deduzir à criação de valor as ditas externalidades negativas. Talvez se concluísse que às vezes há mais destruição que criação. O problema é que a parcela negativa (destruição) é suportada pela comunidade, mas a positiva (criação) fica com o promotor da destruição.

Há contas que são mesmo inconvenientes.

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