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domingo, março 20, 2005

Hoje, Cabo Verde; amanhã, o mundo

Cabo Verde na União Europeia?

Why not?

Os DOM-TOM estão lá.

A actual Argélia foi fundadora enquanto colónia francesa.

Cabo Verde é um país independente, mas fundou a EFTA, tal como Angola e todo o Ultramar português..

Ah! Pois é. Mas Cabo Verde é um país independente...

A que corresponderá uma zona de comércio livre com os países do sul mediterânico senão à anexação industrial destes, enquanto se lhes veda o acesso ao mercado agrícola da UE (em resultado do que se importa os seus nacionais)?

A diferença entre estar ou não na UE é a de participar ou não nos processos de decisão da UE.

Assim, o que importa é 1) esclarecer o que é a UE; 2) que poder tem.

Se é um clube cristão de brancos, a sua evolução é uma coisa. Dependerá da disputa ideológica entre os ramos da cristandade - menorizando as outras religiões.

Se é uma zona de comércio livre, economicamente integrada, e protegida do exterior por vários mecanismos aduaneiros (dos formais aos informais), a sua evolução dependerá mais do avanço da liberalização económica (redução das barreiras que protegem/isolam do exterior) e das reacões proteccionistas que de outra coisa.

Do esclarecimento de 1) dependerão alargamentos futuros (à Ucrânia, à Federação Russa, à Turquia/Israel/Margem sul do Mediterâneo), mas o 2) dependerá do que se mostrar na cena internacional.

Os 25 enquanto 1 não existem na cena internacional. Para quê passá-los a 40? E que tal se se reduzirem a 3 ou 4? Sempre seria uma aproximação à realidade, um regresso à história, à disputa entre continentalistas e maritimistas, aos agentes principais (Alemanha, França, Reino Unido).

Quem já se esqueceu da pretensão nortista de excluir os sulistas, então depreciativamente designado Clube Med, do clube de elite que deveria ser a Zona Euro?

Os jogos políticos em torno das fronteiras, que as definem/desenham/estruturam/mudam conforme a força que os protagonistas demonstram ao longo dos tempos, deveriam incorporar os progressos tecnológicos (e os truques) que estão a reduzir as barreiras à mobilidade internacional a uma velocidade impressionante.

O conceito de fronteira, de muro, de separação, é cada vez mais fluído, mais ténue.

Mas ainda dá para brincar.

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