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quinta-feira, março 17, 2005

Meias verdades

Será que os que acusam os vários governos de destruição do tecido industrial, com a resultante desindustrialização estão a defender o tecido industrial que existe?

Esse mesmo tecido industrial que paga mal, desrespeita os direitos laborais, e que se instalou em Portugal precisamente porque na altura Portugal era a China disponível (em termos de condições de trabalho)?.

Está-se a defender um tecido que está a afundar precisamente porque há um outro que ainda consegue ser menos respeitador dos trabalhadores?

Não quero crer que este posicionamento proteccionista esteja a esquecer que os chineses, mesmo no sistema da cama quente, ficam melhor do que têm estado até aqui.

Suprema crueldade: a deterioração da situação de x europeus corresponde à melhoria de vida de x+n chineses.

Isto é irrefutável.

O problema é evacuar da discussão que há poucos recursos para os pretendentes.

Talvez seja por isto que há aí uns maduros (?!), penso que na Inglaterra, que defendem a redução da população mundial.

Maltusianos, dir-se-á.

Pois.

Dir-se-á.

Entretanto, vamo-nos (os que podem) entretendo com os títulos dos jornais e as imagens das televisões que dão conta da consequência das disputas pela posse/defesa ou pelo acesso aos recursos: fomes, guerras, lambe-botismo, ...

E entretanto estas consequências vão apresentando a sua factura em termos populacionais...

Maltusianos, dir-se-á.

Pois.

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