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sábado, março 26, 2005

Onde páram as elites? (47)

(...) na "integridade" da política e no espírito de serviço público, duas baboseiras sem sentido (...).

Vasco Pulido Valente, no seu estilo habitual - truculento, mas baseado em pilhas de conhecimento de estórias e da história - comenta as legitimações invocadas por mais um grupo de interesse ou, como diz, indivíduos que hoje sentem em si próprios a irresistível vocação de nos pastorear.

O historiador, comentador e ex-político interroga ainda: De onde vêm eles? Que tradições representam? Quem os recomenda e apoia fora do pequeno mundo em que circulam? Ninguém sabe.

É mais uma daquelas crónicas cheias de sumo.

Retenha-se apenas o que subjaz à citação com que se abriu este post.

Passando por cima da questão da integridade, a ausência do espírito de serviço público permite a presença dominante de grupos de interesses, por definição com espírito de serviço privado, parcial, mesmo que alguns destes estejam desprovidos de tradição e pouco mais valham fora de um eventual círculo estrito e restrito de apoiantes.

Até porque podem servir a outros grupos bem mais importantes e tradicionais.

Na democracia, ou fora dela, o poder político resulta sempre do confronto de interesses em presença.

O partido do interesse público costuma levar falta de comparência nesses confrontos, apesar de o seu nome legitimar, a maior parte das vezes, as propostas avançadas.

Se a definição do interesse público fosse tão pacífica quanto uma leitura imediata, superficial, evidente, o sugere ficaria por explicar o que se passa por esse mundo fora.

Basta ler os títulos e ver o sangue que pinga dos telejornais.

Interesse público?

Que jeito que dá aos intereses privados.

A questão é assim a de saber qual dos interesses privados precisa de mais pessoas, uma vez que a satisfação de uns pressupõe a derrota de outros. Em muitos casos, a exclusão social dos derotados; em alguns casos, a debilitação física dos perdedores, que pode incluir o cenário da sua morte.

Alguém disse que a política não mata?

Serviço público?

Integridade?

Pois.

Convém ir lendo história.

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