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domingo, março 20, 2005

Segurança: Do óbvio ao importante

O assassínio de mais dois polícias por um criminoso de delito comum levanta várias, muitas, demasiadas, questões.

Pela sua evidência, repitam-se apenas algumas das já formuladas:

- impotência sentida pelas forças policiais para fazer frente à crescente violência contra a Polícia

- (Joaquim Raposo, presidente da Câmara da Amadora) destacou a necessidade de repor a autoridade das forças policiais, que actualmente não conseguem intimidar os criminosos.

- a necessidade de reforçar a Polícia de Segurança Pública com mais equipamento e mais meios humanos.

- A falta de autoridade e de meios das forças de segurança

- Luís Maria, do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP), afirmou que a violência contra as forças de segurança está a aumentar porque os criminosos perceberam que "a polícia é ineficaz no combate à criminalidade" e "não pode fazer nada".

- Também o presidente da distrital de Lisboa da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), José Magalhães, (mencionou) a falta de preparação da Polícia para combater "novos tipos de criminalidade que vieram com a imigração de Leste, Africa e Brasil".

Algumas das reacções apontam ainda para que os polícias passem a encarar o comum dos transeúntes como um perigo potencial para a sua vida.

Certo é que Portugal está a descobrir um novo tipo de criminalidade comum, mais violenta do que os ditos brandos costumes indiciam.

O acontecido há uns anos na casa de alterne em Amarante terá sido um dos primeiros avisos.

A abertura de fronteiras com a integração económica foi acompanhada de mais alertas.

A degradação da situação económico, social e política facilita comportamentos anómicos.

A falta de meios (de vontades?) é apenas a gasolina com que se quer apagar o fogo.

Agora: que não se caia na armadilha de querer resolver o problema da criminalidade com medidas policiais, enformadas de uma mera lógica - simples, elementar, básica, instintiva - securitário-repressiva.

O que se passa com as casas de alterne, tão apreciadas por esse país fora?

O que se passa com o fenómeno da imigração, tão apreciado no mercado de trabalho e visto como a salvação da segurança social?

O que se passa com a lavagem do dinheiro?

O que se passa com o tráfico de drogas ilícitas?

Depois: uma pergunta inocente - se na lide com criminosos de delito comum, grosso modo os pilha-galinhas, a Polícia de Segurança Pública demonstra esta falta de preparação e meios, como é com os criminosos mais elaborados, refinados e, ao fim e ao cabo, mais importantes e mais destruidores?

Seria triste que tudo isto ficasse reduzido à discussão do assassínio de dois polícias, enquanto se espera pela telenovela ou pela deslocação ao estádio ou, ainda, pela abertura do bar onde está aquela alternadeira loura brasileira (ou será ucraniana? russa, talvez? portuguesa, se calhar?).

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