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quinta-feira, abril 28, 2005

China

É da má disposição ou isto de querer vender armas à China (embargadas na sequência do masacre de Tiananmen) e querer dificultar a venda de têxteis pela China é assim um pouco ... (como hei-de dizer?)?

domingo, abril 24, 2005

Clustering: Vontade vs capacidade

Portugal e o mar.

Par que existe há 862 anos.

Graças a Deus (seja ele quem e o que se estipular que for).

Graças ao homem não tem existido.

Excepto na altura do Homem, como lhe chamou a rainha vizinha.

Também já se pensou em aplicar esta lógica de clustering a tantos outros factores.

Sem ser, nem querer ser, exaustivo, pode-se apontar por todos o óbvio clima (Portugal, a Califórnia da Europa) ou a mobilização dos expatriados (congresso Portugal e o Mundo, promovido por Paulo Valada).

Vontades, ideias, projectos, planos, intenções, ... - quem não tem uma, duas ou três para adiantar, apontar, mencionar?

Por que não se mobiliza a comunidade portuguesa espalhadas pelas sete partidas do mundo?

Por que se deixou o aproveitamento do clima redundar nas barbaridades urbanístico-ambientais conhecidas?

Por que é que Portugal deveria conseguir aproveitar agora o mar?

Entre o desperdício sucessivo de oportunidades e um último sobressalto qualquer conviria ponderar as razões da evolução, do percurso havido.

A velha questão, cada vez mais evidente: se os emigrantes portugueses são bons no estrangeiro, se os trabalhadores portugueses são bons nas multinacionais que operam em Portugal, por que é que são maus nas empresas dirigidas por portugueses? Por que é que as empresas portuguesas só se aguentam com recurso a subterfúgios, fintas à legislação, informalidades, dependência do acesso ao bolo orçamental?

Se o húmus é este (o desenrascanço agressivo/subserviente para compensar o analfabetismo pluridimensional) em que é que as elites - políticas, empresariais/sindicais, académicas - podem ser diferentes? Como podem alterar o estado de coisas de forma autónoma? Em função de que interesses a promover e a afastar?

Igreja

OP-ED CONTRIBUTOR
New Pope, Same Crisis
By JASON BERRY
If Pope Benedict XVI stays true to his moral absolutism, the Vatican could take a stronger stance against priests who have molested children
.

The New York Times, de hoje.

Banalização? Mediocratização? Fim das máscaras?

Queremos os muros pintados!
Queremos os muros pintados!
Queremos os muros pintados!


O slogan publicitário passa com insistência na rádio para promover a venda de um destacável de um jornal alusivo ao 25 de Abril.

Interessante a forma como actos que foram marcantes, para não dizer transcendentes, na época em que ocorreram, são banalizados uma geração depois.

É história. Não é novidade. Sempre foi assim. Este epísódio vale apenas por nos ser próximo.

Trinta e um anos depois, Portugal tem a novidade de Belmiro de Azevedo e Jardim Gonçalves, a readaptação das famílias tradicionais, o acesso aos supermercados e aos cartões de crédito, a troca de África (onde mandava) pela Europa (onde não manda), uma democracia formal - mas permanece com dificuldades ancestrais na segurança, no desenvolvimento e na justiça, num prolongado exercício no fio da navalha.

A cosmopolitazação da população - culturalmente pelos media; demograficamente pela imigração - é outra novidade...

Quando se somam sinais de incapacidade de as instituições abarcarem a totalidade e a complexidade da realidade, além de estarem elas próprias sujeitas a ataques crescentes de grupos de intereses criminosos, como serão vistas dentro de 31 anos?

Resposta difícil, por certo, mas que deverá incluir a mesma banalização, esvaziamento de conteúdo, de importância até, que o 25 de Abril apresenta hoje.

Que se pode esperar para os próximos 31 anos?

Pelo menos a consideração de forma mais séria - não necessariamente mais eficiente ou eficaz - de vários fenómenos de origem e consequência sistémica. Mais do que a impossibilidade de a Europa crescer num mundo económico sino-norte-americano, trata-se da sustentabilidade ambiental, dos conflitos pelo acesso a recursos naturais, da corrupção/captura das instituições públicas por interesses privados orientados pelo lucro de curto prazo, socializando custos, da generalização das referências ideológicas fornecidas pela televisão de massas (concursos, telenovelas, futebol).

Será o pós-religião (com as várias visões cada vez mais disputadas por outras racionalidades e perspectivas e a demonstrarem dificuldade de adaptação a um mundo em contracção uniformemente acelerada graças à tecnologia) a repetição do pós-ideologia (definida esta como as grandes correntes de teoria social do século XIX-XX)?

Como será a novidade da internacionalização activa, autónoma e voluntarista da China, após uma história de agressões estrangeiras, que incluíram a ocupação? Fará o mesmo?

Estamos na antecâmara do nacionalismo/localismo/individualismo como lógica dominante à escala internacional?

Sem a ideologia clássica nem a religião plurissecular, será o regresso da lei da força pura e dura, o que corresponderia a identificar a lei humana com a lei da selva e a reduzir tudo o que é teoria de relação social (Antropologia, Direito, Economia, Organização e Gestão de Empresas, Polemologia, Política, Psicologia, Relações Internacionais, Sociologia, ...) à Etologia e à Sociobiologia?

sábado, abril 23, 2005

Questões importantes: Clima

AMY DAVIDSON: What is global warming? Is it real, or theoretical?
ELIZABETH KOLBERT:
(...) As best as can be determined, the world is now warmer than it has been at any point in the last two millennia, and, if current trends continue, by the end of the century it will likely be hotter than at any point in the last two million years. (...)

Entrevista na The New Yorker.

quarta-feira, abril 20, 2005

Pro/vocações britânicas

Do we really need an election?

A im/pertinência da BBC na procura de alternativas à democracia, isto é, à escolha dos titulares dos cargos políticos através da votação nos candidatos que se apresentam às eleições.

Just in case, lembra que the proportion of people who choose not to vote has risen from 17% to 41% in 50 years.

Coisas importantes

Planet under pressure..

Um trabalho da BBC.

Onde páram as elites? (52)

Parte delas parece que estão aqui.

terça-feira, abril 19, 2005

Super-Estado criminal

O aviso vem da organização internacional dos Estados, a Organização das Nações Unidas: The steady deterioration of civil society, as well as ongoing conflict in many parts of the world, offered criminals, terrorists and other predators with opportunities to expand "what is fast becoming a criminal super-state."

segunda-feira, abril 18, 2005

Ernâni Lopes

A economia portuguesa está a definhar-se de forma espontânea.

UE: Bolkestein

(...)
Esquematicamente, enfrentam-se a Europa como união de Estados e povos e a Europa como mercado, mais mercado, sempre mais mercado, (...)

João Cravinho, no DN, sobre a directiva Bolkestein.

domingo, abril 17, 2005

Media: Relativizar

(...)
The first lesson in all this is we shouldn't overestimate the importance of the media
(...)

David Brooks, Public Hedonism and Private Restraint, no The New York Times de hoje defende que a crescente explicitação sexual nos media não se está a traduzir em banalização das práticas sexuais entre os jovens.

Ao contrário, argumenta, parece estar a verificar-se o fenómeno inverso, apesar da popularização do tema nas revistas académicas e nas outras, dos crescentes receios dos pais e das histórias recorrentes sobre orgias centradas no sexo oral.

Seja como for, a asserção de Brooks pode ser aplicada a outros campos.

O poder dos media é sobrevalorizado.

Até pelo facto básico de eles serem media, isto é, intermediários.

Sem ignorar o efeito (distorção, vg) que a transmissão de alguma coisa pode introduzir na intenção do emissor ou o receptor perceber algo diferente do que se transmitiu, o intermediário é um emissário, não tem o poder de emitir mensagens, nem de as rejeitar ou de formular alternativas.

Media, transmissor, intermediário, transmissor de recados, agente secundário.

A quem interessa elevá-los a poder?

Serviço/Interesse público (3)

Here It Comes: The Sarbanes-Oxley Backlash
By JONATHAN D. GLATER
Corporate America is complaining about the cost of complying with the Sarbanes-Oxley corporate reform law, even as revelations of fraud continue.


The New York Times de hoje.

Pois.

É um aborrecimento.

Até já li que a corrupção e a fraude fiscal deveriam ser consideradas de outra maneira, mais benigna.

Porquê?

Simples.

Porque o empresário que corrompe ou defrauda está a colocar no mercado produtos com custos mais baratos.

Elementar, não é?

Acho que se devia construir uma estátua a São Corruptor e outra a Santo Evasor.

Que tal?

Tempos interessantes

O Porto pode descer de divisão e ressarcir Benfica e Sporting?!

Qual deve ser a leitura política dos acontecimentos no mundo europeu - que não exclusiva, nem principalmente português - da bola ao longo dos últimos meses?

UE: Constituição

Iniciativa do Le Monde para louvar.

Há imprensa portuguesa interessada em fazer o mesmo?

Pela minha parte, disponibilizo uma ligação ao texto proposto, na coluna aqui à direita.

sábado, abril 16, 2005

Encruzilhadas (2)

Proliferação nuclear.

Irrupção da China na cena internacional (como produtora, como compradora de empresas no Ocidente, como consumidora de petróleo,...).

Insustentabilidade energético-ambiental do actual modelo de crescimento económico.

Massacre populacional em larga escala [guerras, condições de vida inexistentes que mais parecem (são!) condições de morte, stress].

Captura dos centros decisionais por grupos de interesses (ou maior evidência do confronto entre o discurso do interesse público e a realidade do proveito particular ou privado)

Problemas, para não dizer falência, na integração de pessoas de culturas diferentes. No caso do Ocidente foram trazidas como factor de produção, esquecendo-se (convenientemente? criminosamente?) que também têm cabeça, coração, desejos e vontade, como qualquer ser humano e que vieram tanto atraídos por expectativas de melhoria (a atracção do Ocidente) como em fuga de realidades de escassez material ou de direitos. Os proveitos económico-empresariais que continuam a proporcionar estão a ser (des)compensados pelos problemas socio-políticos que a sua integração mal sucedida (era de esperar outra?) causa.

Qual a capacidade regeneradora dos aparelhos de checks and balances (justiça, comunicação social, entidades reguladoras, eleições) perante a produção sistemática de casos, aparentemente aberrantes, desviantes, mas que na realidade só podem ser esperados, normais, porque de origem sistémica? E passe-se por cima da capacidade de imunidade dos checks and balances aos interesses em presença.

Será a prostituição incluída na categoria de serviços prestados às empresas?

Será que a argumentação assente em conceitos como racionalidade, ética, princípios, mérito, interesse/serviço público vencerá a lógica subjacente à expressão lei da selva?

A urbanidade é a expressão de salão para selva urbana?

Welcome to the jungle?!

Remunerações

The top three executives at Viacom Inc. received total compensation last year valued at about $52 million to $56 million each in salary, bonus and stock options, the company disclosed yesterday

Artigo de Geraldine Fabrikant, no The New York Times, de hoje.

PS - A cotação das acções da Viacom caíram 18% em 2004. A porta-voz da empresa disse que a remuneração daqueles três quadros não foi baseada no desempenho bolsista, mas no resultado operacional.

Energia (5)

(...)
Alguém da psicologia social também me explicou que não há nada a fazer pelo facto de sermos incorrigíveis improvisadores. Afinal, o facto da Agência Internacional de Energia estar, após 26 anos do dramático choque petrolífero de 1979, a elaborar um programa de racionamento do petróleo - não é racionalização, repito, é mesmo racionamento (!) - a fazer um apelo generalizado à conservação e uso racional de energia e a publicar um relatório que intitula «Save oil in a hurry», dizia, este facto, deve apenas ter por base uma crise de nervos e de busca de protagonismo dos especialistas que há mais de 30 anos estudam omundo da energia para todos os países da OCDE.
(...)

Nuno Ribeiro da Silva, no Jornal de Negócios.

Os materiais da conferência intitulada Save oil in a hurry estão aqui.

Admirável mundo novo

Mais de dois milhões de crianças morreram por motivos associados à pobreza desde o último encontro dos sete países mais industrializados do mundo (G7), há apenas dois meses. O número é da Oxfam, que instalou esta manhã um relógio gigante em frente à sede do Banco Mundial na capital dos EUA, a recordar que a cada três segundos há mais uma vítima.

No Público.

Desporto

Amizade.

Confraternização.

Superar limites próprios.

Competição saudável e leal.

Que ganhe o melhor.

A magnífica massa associativa.

O serviço público.

As selecções dos melhores.

Pôr bem alto a bandeira e o nome de Portugal.

Pois.

O que é isto no Expresso?

sexta-feira, abril 15, 2005

E dizem muito bem!

Bretton Woods institutions say progress on development goals still wanting.

13 April 2005 – Worldwide progress towards meeting the United Nations Millennium Development Goals (MDGs) is still wanting, and rich and poor countries alike must take bold and urgent action to reach the set of recommendations and targets designed to reduce or eliminate numerous social ills by 2015, a new report by the World Bank and International Monetary Fund (IMF) says.

"The credibility of the entire development community is at stake as never before," World Bank President James Wolfensohn said yesterday in introducing the Global Monitoring Report for 2005, the second annual dossier of its kind.

"Rich countries must now deliver on the promises they have made in terms of aid, trade and debt relief, and the developing countries – especially in sub-Saharan Africa – need to aim higher and do better in terms of their own policies and governance and to make more effective use of aid," he said.

The MDGs were agreed on by 180 countries at a UN millennium summit in 2000.

"Behind cold data on the MDGs are real people and lack of progress has real and tragic consequences," said the lead report author, Zia Qureshi of the World Bank. "Every week, 200,000 children under 5 die of disease. Every week 10,000 women die giving birth. In sub-Saharan Africa alone this year, 2 million people will die of AIDS. Worldwide, more than 100 million children in developing countries are not in school."


(...)

Democracia versus Mérito

Desgraçados dos que pensam que o mérito conduz a algum lado sem ser à derrota, se ficar confinado apenas à sua valia.

A pulhitização (expressivo termo de José Adelino Maltez em O princípio da limitação dos mandatos e as paródias gerontocráticas do micro-autoritarismo) é apenas outra forma de categorizar o sacrifício do ideal do interesse público no altar, no palco, na praça, na arena, da luta política.

Luta política esta que não se distingue por motivos nobres, mas antes pelo acesso, ou manutenção, de recursos - sejam eles, entre tantos, naturais (território, petróleo, água, ouro, diamantes,...), sociais, financeiros ou sexuais (mulheres para garantir a descendência ou ilustrar o status). Veja-se, por todos, Michael Klare.

Os partidos políticos são máquinas de conquista/manutenção do poder, e - qual exército - afirmam-se com tanto sucesso quanto mais meios tiverem.

Vê-se na televisão aquelas tropas fadangas de maltrapilhos do Terceiro Mundo. Pois. É pensar nos equivalentes partidários ocidentais. E nos que não assentam praça em qualquer fileira. Por falta de tempo, de interesse, de vontade, de capacidade de representação, de possibilidade de expressão na lógica partidária.

Com todos os condicionalismos e especificidades próprias do universo partidário, é a representação, a expressão, a materialização do interesse público, por definição, que é sacrificada.

Não pode ser de outra maneira.

Os partidos representam e expressam grupos, partes, alguns.

É a sua essência.

Não é por estarem no poder que passam a preocupar-se ou a exprimir o dito interesse público.

As preferências pelas suas clientelas representam a exclusão, ou a secundarização, das clientelas dos outros. A dita corrupção - tanto enquanto apropriação abusiva de recursos públicos por parte de interesses privados, como degradação das instituições ou das suas prestações - pode ser vista como derivada desta lógica, o que a ser verdade a torna irradicável.

A qualificação analítica do facto depende da intensidade da indignação do qualificador.

Mas que não se esperem decisões políticas tomadas primodialmente em função do mérito.

As Repúblicas Democráticas não são Repúblicas Meritocráticas. E quanto a estas é (seria) todo outro campo de discussão que se abre. Desde logo, o seu desvio para a redução da representação aos experts, aos peritos, o que a transformaria na República dos Lobbies.

É a vida.

A lógica da força, sem sabedoria nem beleza.

Perante isto, há os que se afirmam, dotados de bases inexpugnáveis, e os que procuram sobreviver. Com mais dignidade, uns; sem qualquer dignidade, outros.

Independentemente do que o bicho homem faz, ou deixa de fazer, no seu universo social, de relações políticas, as suas acções, ou omissões, têm consequências no seu habitat.

Pode ignorá-las, ou adiar a sua leitura.

Mas sofre-as, sempre.

A questão é a da sustentabildiade do eco-sistema natural, que do social só a boa-vontade, a cegueira ou o interesse, diz que está bem e recomenda-se.

Tal como o outro.

É isto que leva os ditos dirigentes e responsáveis políticos a privilegiar a re-acção, em vez da acção.

Mais uma vez: é a vida.

Energia (4)

Biofuels can cut poverty, provide energy and mitigate climate change – UN.

Enquanto a China e o Japão (também) não se pegarem...

Onde é que nós andamos com a cabeça?

Follow the money...

... as usual.

A história do Paulo Macedo cheira que se farta a um "vai-te embora".

Mas não deixa de ser de espantar o à-vontade com que se tem um comportamento próprio de Frei Tomás.

Outra história, que não a ver com a situação (ou terá?), é o desempenho do senhor.

Os resultados não são particularmente maus (podem ser vistos, por exemplo, no site da AFP).

quarta-feira, abril 13, 2005

Onde páram as elites? (51)

As nações são como pessoas em ponto grande: nascem, crescem e morrem.

O maior traumatismo da História portuguesa foi a perda do Brasil. Investimos tudo lá e até digo mais: deviamos ter mudado o nosso nome para Lusitânia.

Se eu fosse ditador durante 24 horas obrigava toda a classe política portuguesa a ler três obras fundamentais da literatura clássica: "Portugal Contemporâneo", de Oliveira Martins, "As Memórias Políticas" de Raúl Brandão e a "Conta Corrente" de Virgílio Ferreira.

O drama das nossas elites é que elas não são elites, são heranças; não são nobres, são fidalgos.

ou muito me engano, ou daqui a dois anos, os que agora elogiam o Governo, vão criticá-lo sem piedade.

Eu acho que este pode ser o último Governo da III República .

A política em Portugal apodreceu pelo situacionismo.

Excertos de uma entrevista de José Adelino Maltez.

Bom apetite.

Droga (22): Um passadouro

Droga entra por todo o lado em Portugal.

Rudolfo Begonha, no JN

terça-feira, abril 12, 2005

Questões cromáticas

Medeiros Fereira a reflectir, no DN, sobre O Vermelho e o Negro, leia-se: sobre a presumível e a presumida separação entre o Estado e a Igreja, ou de como alguns media cumpriram (mal? de propósito?) a sua função de mediar.

Justiça, corporações, interesse público

E rematou "(...) o que acontece é que neste regime de liberdade as corporações ganham muito peso (...), depois têm tanto peso que não se submetem à lei, fazem eles próprios a lei, percebes? Portanto, é o que se passa com a Judiciária, com o Ministério Público, com os juízes, enfim, são os interesses corporativos metidos e portanto isto não decorre de acordo com a legalidade e portanto sabemos disso."

Juiz conselheiro Joaquim Almeida Lopes, citado no DN, em conversa com Fátima Felgueiras, objecto de escuta telefónica.

segunda-feira, abril 11, 2005

Miguel Beleza

Estou profundamente preocupado com a economia portuguesa.

domingo, abril 10, 2005

Transparência bancária

U.S. Seeks Access to Bank Records to Deter Terror
By ERIC LICHTBLAU
The plan would give the government access to possibly hundreds of millions of international banking records


The New York Times, de 10 de Abril de 2005.

sábado, abril 09, 2005

Onde páram as elites? (50)

(...)
a razão principal do nosso atraso económico relativamente à comunidade civilizacional a que pertencemos - do qual decorre a carência em educação e em qualificação dos nossos recursos humanos - reside no atavismo cultural dominante (...)

Daniel Proença de Carvalho, no DN.

Media

Uma imprensa com as regras do bridge, por António Tabucchi.

Sob o regime do populismo mediático, por Umberto Eco.

sexta-feira, abril 08, 2005

Energia (3): Irresponsáveis e irracionais

A forma como os portugueses utilizam a energia é irresponsável, irracional e ineficiente.
Gastamos 0,15 toneladas equivalentes de petróleo para produzir uma unidade do PIB, a Dinamarca precisa de 0,07.
Arriscamo-nos a ter um país, dentro de 20, 30 anos, seriamente condicionado porque não houve visão estratégica. Esta situação deixa Portugal mais vulnerável ao lobbie nuclear.


Entrevista de António Costa Silva, presidente-executivo da Partex, a Lurdes Ferreira, do Público, de 4 de Abril de 2005.

quarta-feira, abril 06, 2005

Onde páram as elites? (49)

É possível resolver esse problema das elites no médio-prazo?, pergunta o Diário Económico.

Vai ter que se resolver, responde José Adelino Maltez.

(Entrevista a propósito do lançamento do segundo volume da obra Tradição e Revolução).

Marcelo Rebelo de Sousa, que o apresentou, sugeriu que a sua leitura fosse obrigatória para todos os deputados e futuros governantes, para se prevenirem e verem o que os espera.

José Adelino Maltez regojizou-se com a pertença de Portugal à União Europeia, porque assim somos os representantes da República armilar do Brasil na Europa. É um jogo de pluralidade de pertenças. O Brasil é um seguro de vida e é preciso ter uma visão armilar e global do próprio papel de Portugal no mundo.

Já Alain Minc sugerira, há meses em entrevista ao Público, que Portugal deveria ser o embaixador do Brasil na Europa.

Quando a Espanha seduz a América Latina e a China os Palop, o que faz Portugal?

O que pode fazer Portugal?

O que quer fazer Portugal?

O que é Portugal?

E qual o interesse do Brasil na Europa, com os EUA à mão e a China na mira?

Campeonato do liberalismo...

... após várias jornadas, a que se segue colocará frente a frente os proteccionistas europeus contra os livre-cambistas chineses.

Isto costumava ser ao contrário, não era? Guerras do ópio, e assim, uns têxteis impostos à força de canhoneiras,...

Nas jornadas anteriores, os liberais da PAC deram uma cabazada (que não de fruta) aos adversários.

O consenso de Washington não advoga o comércio livre e o derrube de barreiras à integração comercial, em nome da eficiência e da conveniente e adequada afectação de recursos?

Quem é que reescreveu o manual?

Um caso de teoria de geometria variável.

Mais um, apesar de alguns maduros levarem a sério o que leram (ou ouviram).

Astrofísica

(...)
“The modern Arab state, in the political sense, runs close to this astronomical model, whereby the executive apparatus resembles a ‘black hole,’ which converts its surrounding social environment into a setting in which nothing moves and from which nothing escapes”
(...)

A ONU ao apresentar o relatório sobre o desenvolvimento humano no mundo árabe.

Mas os buracos negros não são exclusivos dos árabes.

terça-feira, abril 05, 2005

Antevéspera de anos de chumbo

mais relatório da comissão europeia, menos programa de governo, das falências e desemprego à rejeição da constituição europeia não há atlântico que salve a competitividade do forum da direita, parte da qual já se rendeu aos novos césares.

se os árabes querem vir para a europa, fazendo o msmo percurso que o dinheiro das suas elites, porque razão os portugueses quereriam (poderiam?) ficar em portugal perante os exemplos dos que demandam o exterior, sob o argumento de que vão honrar e prestigiar o país?

acho que vamos todos honrar o país no exterior.

o último a sair que feche a porta e apague a luz.

a questão é: emigrar para onde?

segunda-feira, abril 04, 2005

Media: A era dos blogues

O provedor dos leitores do DN intitula o seu artigo de hoje A era dos blogues.

Isto é um fenómeno, mas a invenção da electricidade também, a qual aliás subjaz à internet.

Não são as novas tecnologias, ou a generalização das velhas, que determinam melhorias estruturais. Veja-se a generalização do "saber ler, escrever e contar", do telégrafo, da rádio, da imprensa, da televisão - em termos técnicos e de abertura á iniciativa privada.

É a velha discussão sobre a bondade intrínseca dos avanços da ciência e da técnica, abastardados pela miopia/estupidez/ganância humana.

Basta ver o estado miserável a que chegou o mundo.

Paradoxos.

Tal como os que se passam na era e no universo dos blogues.

Basta ver as metas várias, que existem um pouco por todo o lado, sobre intenções a cumprir em 10 anos.

Os que aparentemente passam a ter direito à voz graças aos blogues, na realidade, já a tinham, o que alias subjaz à conversa da info-exclusão.

Apenas se dão uns reajustamentos no universo dos incluídos, dos possidentes (também) da voz.

Para citar o autor: (...) Basta ver, por exemplo, como os adolescentes têm aproveitado para criar espaços de afirmação e de descoberta de si, de partilha com os outros, de manifestação de uma vontade de pertença à cultura do seu grupo de pertença (...)

Ora, estes adolescentes têm computador em casa (logo, têm computador, telefone, casa, electricidade, dinheiro para pagar isto, o almoço assegurado,... enfim, estas miudezas que distinguem uma situação de bem-estar de outras em que a sensação é outra).

Agora, que os jornalistas sejam picados e questionados por este novo espaço público (ou alargamento do velho?), é interessante, mas não deixa de ser um problema, um assunto, típico do universo dos info-incluídos.

De resto, entre a multidão solitária e o solitário na multidão e distância é mais curta do que se pensa.

A proliferação de vozes no espaço público é fenómeno temporário, típico do estado infantil, em trânsito para a sua conglomeração.

José Carlos Abrantes cita números que dão contra da existência de 37 mil blogues activos e de uma média diária de criação avaliada em 76 por dia, no Sapo.

Destes 37 mil sou capaz de mencionar de cabeça uma dúzia se tanto.

Dos outros, vai-se densificando, todos os dias, uma rede de pontos, de conglomeração, na base de afinidades - gostos, temas, assuntos,... - que ordena, e reduz, a aparente efervescência da blogosfera.

E falta fazer a contagem complementar: a dos que morrem, além de ter de se considerar também a frequência de uso/actualização do blogue.

Mas este é na essência um fenómeno de incluídos.

Um luxo, pelo desperdício de tempo que acarreta (contra mim falo).

Um serviço público, no caso dos que divulgam opiniões fundamentadas, informações interessantes, pistas de reflexão, até produtos político-ideológicos.

É como o Passeio Público e a tropa (conhecimento exclusivo de quem a fez): há lá (cá) muito filho de muita mãe.

Sinais dos tempos

1 - O Boavista-Sporting começou com um minuto de silêncio, como respeito pelo falecimento do Papa.
2 - No fim do jogo houve pancadaria no túnel de acesso aos balneários.

domingo, abril 03, 2005

Papa (2)

A cultura abutreira.

A que se deve a insistência na exibição de imagens em grande plano da cara do Papa na câmara ardente?

sábado, abril 02, 2005

Onde páram as elites? (48)

Um artigo oportuno de Rui Machete, ex-chefe do PSD, sobre o recrutamento dos políticos.

(...)
Os partidos políticos, que começaram por uma origem parlamentar, são hoje um dos principais elos de ligação entre a sociedade e o Estado.
(...)

É uma evidência.

Mas é a partir das evidências que se complexifica, se aproxima à raíz das coisas e se perspectiva o futuro.

Papa

A cobertura mediática do fim da vida do Papa parece-me um pouco discutível.

Senhores espectadores: já morreu!
O coração está parado!
Parece que ainda não!
Há várias horas que o Vaticano não diz nada sobre o estado de saúde!
O mais indicado para lhe suceder é
[segue o nome da preferência].

Tanto imediatismo, tanta sofreguidão.

O Papa está a morrer.

Já se sabe.

Basta.

Quando morrer saber-se-á.

Energia (2)

Crude oil prices hit record levels on Friday, with leading investment bank Goldman Sachs warning the cost of a barrel could eventually top $100.

Habituemo-nos à perspectiva.

sexta-feira, abril 01, 2005

Que bom!

. Competência.
. Sabedoria.
. Dedicação ao próximo.
. Independência dos grupos de interesses.
. Afirmação do serviço público (impedindo a sua captura por grupos privados).
. Referência à sustentabilidade (consideração do médio/longo prazo).
. e isto,
. e aquilo,
. e mais aquel'outro.
. e...

Na terra dos sonhos
Podes ser quem tu és
Ninguém te leva a mal

(Jorge Palma)

Que dia é hoje?

Dia das mentiras?!

Estão a dizer isso por quê?

Para me estragar o dia?

É mentira, não?

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