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terça-feira, maio 31, 2005

Argélia, Magrebe

1 - O presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika, está em Portugal [no meio do que parece ser uma indiferença mediática, vítima do Benfica, do défice e do referendo francês].

2 - O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros anunciou ontem a criação de um Observatório Económico para o Magreb - que funcionará no âmbito da presidência do governo, à semelhança do Observatório Económico Iberoamericano (...) (Jornal de Negócios, 31 de Maio de 2005).

Armas nucleares (3)

Annan urges world leaders to break nuclear deadlock

Annan addresses NPT review conference

31 May 2005 – United Nations Secretary-General Kofi Annan has challenged world leaders to “move beyond rhetoric” and break the years-long deadlock over how to tackle nuclear arms and their proliferation
.

segunda-feira, maio 30, 2005

Lirismos

(...)
É lírico pensar que conseguiremos baixar as despesas na Saúde
(...)
Mais uma vez, é lírico pensar-se que se pode reduzir a despesa pública
(...)

João Ferreira do Amaral, no DN.

Onde páram as elites? (59)

(...)
Quase ninguém falou do verdadeiro nó górdio da nossa crise. Exceptuo uma lúcida entrevista de Daniel Bessa, no sentido de nos esclarecer que quando tivermos mais empresas capazes de ganhar o mercado externo, teremos resolvido o problema do défice. Lapidar. Mas o lugar de honra pertence a Teodora Cardoso. Numa excelente entrevista ao Semanário Económico, perguntada em que medida o défice poderia ser responsável pela falta de competitividade das nossas empresas, respondeu que, atendendo à nossa participação no euro, a causalidade joga em sentido inverso é a falta de competitividade empresarial que afecta negativamente o défice.
(...)

João Cravinho, no DN.

UE: Constituição (2)

O Não ganhou no referendo francês.

Isto de votar em tempos de incerteza, com sensações negativas no ar, em que domina a da ameaça, só pode dar lastro ao proteccionismo, aliás, a desejos de protecção, de retracção, de ensimesmamento.

Interessante a coligação do Não ter congregado a extrema-direita com a esquerda.

Qual terá sido a parte do voto determinada pelo tema em questão?

Por que há espantos com o mal-estar comunitário quando desapareceu a razão de ser da UE (a contenção da URSS)?

Com a economia a derrubar a política do posto de comando só se podem esperar actuações determinadas por aquela, ou em reacção àquela.

Em substância: "Mais Europa quando a que há não me protege de deslocalizações, importações, reduções de garantias sociais, fim dos direitos adquiridos,... ?"

Curiosamente, as votações populares estão a ser preteridas às parlamentares. Nas excepções, uma correu bem (Espanha), porque a economia ainda está bem, outra correu mal (França), pelas razões contrárias.

O voto Sim ou Não tem a dificuldade de dar conta da pluralidade / complexidade / espessura do que está em causa e a facilidade de reduzir no imediato a expressão de divergências a duas alternativas. Nada de "sim, mas..." ou "não, se...". Ou Sim ou Não.

É por isto que o voto de hoje conta pouco, como de resto o voto em geral.

As relações de força, as expressões reais das assimetrias de poder, vivem bem sem estes formalismos democráticos.

Os Irredutíveis Gauleses são apenas tema da BD.

PS (1) - Estava-se a votar o quê? A irradicação do mal europeu, perceptível na ausência da (ben)dita Europa do crescimento económico internacional, onde estão EUA e Ásia? A vontade de exportar armas para a China e de impedir as importações têxteis da China? As contrapartidas políticas às crescentes importações de gás russo? O reforço ou enfraquecimento do investimento em segurança militar em detrimento da segurança social? Cenários a 20 anos? A complementariedade da Europa Económico-Financeiro com as outras? A regeneração da classe política? O problema fiscal?

PS (2) - Em Portugal mencionam-se sondagens que dizem que o Sim ganharia. Que bom para ele.

domingo, maio 29, 2005

Media e Qualquer Coisa

Cresce o número de teses, em particular de mestrado, sobre Qualquer Coisa e os Media.

O limite é a capacidade de percepção da diversidade social.

Por norma, as teses concluem que os media são incapazes de reflectir a realidade nas suas causas, existências e evoluções.

Incapazes de reflectir, expressão a entender na sua plena asserção, uma vez que se entende que os media ou ficam aquém do que se considera necessário ou veiculam erros e lugares comuns.

Mas porque se esperaria outra coisa?

Uzbequistão (2)

China Honors a Friend
It was as repellent as it was unsurprising that Beijing lavished honors the other day on Uzbekistan's blood-stained tyrant, Islam Karimov.


No The New York Times de sábado.

Com bases militares e contenção do fundamentalismo islâmico num prato da balança e atrocidades que desafiam o internacionalismo moral do Presidente Bush do outro, por quanto tempo ainda poderá Washington apoiar o déspota Islam Karimov?


José Cutileiro, no Expresso.

Corrupção: Definições (12)

We can define political or bureaucratic corruption as (i) an hidden (due to its illegality) violation of a contract that, implicitly or explicitly, state a delegation of responsability and the exercise of some discretionary power; (ii) by a public agent (the bribee) who, against the interests or preferences of the principal (its public organization); (iii) acts in favor of a third part (the briber) from which he receives a rewards (the bribe).

Della Porta, Donatella e Alberto Vannucci (1999), Corrupt Exchanges, New York, Aldine, pp: 16-7.

IVA: Sobe! Não sobe!! Aguenta patriota!!!

Diogo Leite Campos, na primeira página do Expresso/Economia:

A subida do IVA era o mínimo que se esperava. Era díficil fazer menos que isto.

Miguel Cadilhe, na primeira página do Expresso/Economia:

Jamais aumentaria o IVA. Em clima de recessão, só agrava o problema actual.

Rogério F. Ferreira, na terceira página do Expresso/Economia:

Tendo em conta o estado das contas públicas, o aumento do IVA não choca, uma vez que é um imposto que incide sobre a despesa. Além disso, trata-se de um aumento insignificante, sobretudo considerando o preço final.

Rogério F. Ferreira, na primeira página do Expresso/Economia:

Um empresário patriota devia sacrificar a sua margem e absorver a subida do IVA.

Armas nucleares (2)

Month of Talks Fails to Bolster Nuclear Treaty
By DAVID E. SANGER
The disagreements ran so deep at the U.N. conference that no real negotiations over how to stem proliferation ever took place


No The New York Times de sábado.

sexta-feira, maio 27, 2005

Onde páram as elites? (58)

numa sociedade sem memória, sobram os apresentadores de televisão para o papel de heróis.

domingo, maio 22, 2005

Benfica

É bonita a festa, pá.

Em todo o País e no estrangeiro.

Por que não ir fazer um jogo a Timor?

O Xanana andava nas prisões indonésias com uma camisola do Benfica...

Media

It's All Newsweek's Fault
By FRANK RICH


no The New York Times.

Imperdível.

quinta-feira, maio 19, 2005

Uzbequistão

Os direitos humanos não podem ser violados onde não existem.

Elementar.

Mas os dirigentes de tais sítios podem ser aliados na luta contra o terrorismo.

Óbvio.

Confuso?

Ora vamos lá inquirir.

Tempos interessantes (2)

O défice orçamental português está em 7%, o que deve levar a Comissão Europeia, chefiada por um português, a ralhar grosso com as autoridades portuguesas.
A Itália está de pantanas.
A Alemanha já teve melhores dias.
A divisão política europeia (vidé Tratado Constitucional) ameaça a própria moeda única.

No Afeganistão vai-se papoilando.
No Iraque vai-se morrendo.
Em África são milhões os ameaçados pelas secas e pragas.
A conmunidade internacional continua sem saber onde fica o Darfur.
Na China prossegue o desastre ambiental.
Na Argentina não há inflação.
No Brasil há os Sem-Terra e os Com-Morro.

A disputa pelas fontes de energia intensifica-se.
Só se pensa em consumir mais, sempre cada vez mais - como se o infinito fosse possível, como se as árvores crescessem até ao céu, como se o preço não fosse a mutação do ambiente planetário.

Com os diversos tráficos (droga, armas, pessoas, influência, almas, ...) em crescendo, a condição humana - enquanto designação de algo positivo, vá lá, de civilizado, inclusive - ganha estatuto de desejo colectivo com pés de barro (alguma vez foi outra coisa?).

A lei da selva passará a ser a norma social?
Já não é?
Alguma vez deixou de o ser?

quarta-feira, maio 18, 2005

África implode

17 May 2005 – High levels of violent and property crimes caused by high inequality of incomes, rapid urbanization and weak criminal justice systems may be hindering Africa's development, the United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC) said today in launching in Nigeria a new report on the issues.

segunda-feira, maio 16, 2005

Corrupção na/da política: O caso português (3)

(...)
se os partidos continuarem a tratar tão irresponsavelmente a corrupção tentacular que grassa em Portugal, então nada mais poderemos esperar para o futuro que uma democracia anestesiada ou sonâmbula a caminho da sua própria implosão.

(...)

João Cravinho, no DN.

domingo, maio 15, 2005

Droga (29): Afeganistão, narco-Estado (2)

KABUL, AFGHANISTAN – Last year at this time, the southeastern Afghan province of Nangrahar was covered with pink and white poppies, producing a quarter of the nation's opium crop. This year, after President Hamid Karzai announced a jihad or holy war against drugs, Nangrahar is almost 80 percent free of poppies.
(...)
"Nangrahar was a good example that the Afghan government can work through information campaigns to get farmers to change their habits," says a UN official involved in drug control. "But we are doubtful that reductions can be sustained. Now farmers are going to expect some assistance, and if that assistance isn't coming, they will go back to cultivating poppies."
(...)

Continuação e fim de uma série de dois artigos da The Christian Science Monitor.

Corrupção na/da política: O caso português (2)

Vicente Jorge Silva apela, no DN, a evitar as generalizações demagógicas e as campanhas populistas de moralismo justiceiro que fazem pesar sobre toda a actividade política a sombra da suspeição - como se a política estivesse condenada a ser um território clandestino de tráficos inconfessáveis.

Corrupção na/da política: O caso português

O caso de Portugal está apresentado aqui, no site da Transparência Internacional, por um dos coordenadores da conferência sobre o assunto, que se vai realizar no ISCTE.

Corrupção da/na política - uma introdução

Political corruption affects us all. We elect politicians and political parties expecting them to act in the public interest. By electing them we give them access to public resources and the power to take decisions that affect our lives. Given this privileged position, the damage that can be inflicted by politicians or parties acting out of greed, or in the service of those who bankrolled their ascent to power, is immense. (Transparency International)

Droga (28): Afeganistão, narco-Estado

(...)
The post-Taliban boom in opium production means that drug money now permeates every stratum of Afghanistan's society - from the farmers cultivating poppies in the east to those in the highest levels of the central government of Kabul, according to senior Afghan and European officials working here.

"We are already a narco-state," says Mohammad Nader Nadery at the Afghan Independent Human Rights Commission
(...)

In The Christian Science Monitor.

sábado, maio 14, 2005

Droga (27): Iraque

An independent United Nations body monitoring global drug proliferation today expressed concern that Iraq was emerging as a transit point for narcotics originating in Afghanistan and on their way to Asia and Europe (ONU).

Morrer ou ser mal tratado

Individuals should bear the risk of living longer, not the state or private companies, the head of the Pensions Commission has said (BBC).

sexta-feira, maio 13, 2005

Onde páram as elites? (57)

(...)
A carestia política afasta muitos cidadãos íntegros. Não raro, só vai para a política quem tem dinheiro ou quem quer ter mais dinheiro. E os que se dedicam ao serviço público pagam um preço elevado por não pactuarem com interesses particulares.
(...)

António José Teixeira, no JN.

China (3)

A China ultrapassou os EUA como principal consumidor de Chivas no primeiro trimestre de 2005.

quinta-feira, maio 12, 2005

Estamos doentes (2)

Um quarto dos portugueses sofre de rinite alérgica (JN).

Estamos doentes

Um em cada quatro jovens tem excesso de peso (JN).

José Adelino Maltez

A ler esta sua entrevista.

Gajos porreiros, sonho e pragmatismo, (des)ilusões, (in)capacidades, cinzentos e coloridos, o indivíduo e a sociedade, partidos e inteiros, medos e aventura, incrustados e renovadores, ...

Recomenda-se.

What's in a name?

GAO.

Americanices...

Captura do Estado (3)

(...)
La eficiencia del Estado en última instancia depende de su autonomía en relación con los intereses particulares o de grupo. La eficiencia del Estado es contraria al clientelismo, el nepotismo, y otras formas de "captura" de su acción por intereses particulares o corporativos (un grupo económico, un sindicato, las fuerzas armadas, etc.), un caudillo o un partido político.

Por ende, un elemento central de cualquier estrategia para promover la efectividad del Estado y, por tanto, para promover el desarrollo económico y social, es la profundización de la democracia, tanto en lo que se refiere al fortalecimiento de las instituciones representativas como a la extensión de las elecciones a nivel local y la participación de las organizaciones de la sociedad civil.

Al mismo tiempo, la creación de un Estado más efectivo depende del buen funcionamiento de toda una amplia gama de instituciones del sector público que incluyen: el poder judicial, unidades centrales responsables del diseño de políticas, el servicio civil (función pública profesionalizada), instituciones regulatorias, instituciones de control y evaluación, las fuerzas de policía, etc. Una participación más amplia y la exigencia de una sistemática rendición de cuentas por la ciudadanía probablemente incrementará la demanda de reforma y mejora de estos organismos del sector público, pero eso solo no garantizará que estos organismos sean más efectivos. Sin una base institucional adicional que favorezca un proceso de toma de decisiones suficientemente consensuado (que incluya la canalización de preferencias de grupos y de ciudadanos a través de partidos políticos, así como deliberaciones constructivas en un congreso con poderes legislativos significativos) es poco probable que se obtenga la legitimidad amplia necesaria para una reforma institucional significativa y sostenible.

(...)

Paper de Mark Payne, consultor do BID.


Portanto, a prescrição está feita.

Parece que é fácil.

Teimosias

"A economia teima em não descolar", constatou ontem o ministro das Finanças, que acrescentou: Desde 2001 que a "economia estagnou", a "confiança afundou-se", o desemprego "quase duplicou", o défice "manteve-se insustentável" (...) O "mais grave", diz, em jeito de crítica aos seus antecessores, "é que isto sucede" sem "crise internacional". A economia mundial, relembra o ministro, cresceu 5% em 2004 e o "comércio 10%" (no DN).

Captura do Estado (2)

Este tema é tão velho quanto a análise económica ou política.

Costuma centrar-se nas ditas economias em desenvolvimento.

Seize the state, seize the day - titulava interessantemente um grupo de economistas do Banco Mundial um paper em 2000.

A capacidade dos checks and balances é aqui decisiva.

Captura do Estado

A captura do Estado como forma de corrupção em grande escala.

Uma análise do FMI, datada de 1991, sobre os países em desenvolvimento em geral e a Rússia em particular.

Droga (26)

A forma como continuamos a lidar com o tema das drogas é intrigante e desconcertante. Trata-se de um território povoado de equívocos, cujas razões teríamos de ir buscar à longa história da dominação ocidental sobre os costumes do Outro.

Luís Fernandes, Público, 4 de Maio.

quarta-feira, maio 11, 2005

Onde páram as elites? (56)

Polícia Judiciária deteve Abel Pinheiro, empresário e ex-dirigente do PP Nobre Guedes e administradores do grupo Espírito Santo constituídos arguidos e alvo de buscas

Tribunal de Sintra começa hoje a julgar 173 militares da GNR e 22 empresários acusados de corrupção

O antigo corretor da LJ Carregosa, Jorge Oliveira, foi ontem condenado a um ano e quatro meses de prisão, com pena suspensa por um período de quatro anos, e interditado de exercer funções de corretor de bolsa por três anos. O advogado vai pedir recurso


Títulos do JN.

Onde páram as elites? (55)

Quem?!

terça-feira, maio 10, 2005

Economia? Kaputt!

A economia portuguesa debilitou-se a tal ponto que já não tem a capacidade de gerar mecanismos autocorretores da crise.

João Ferreira do Amaral, no Negócios.

domingo, maio 08, 2005

Droga (25): "Cumpra-se a Lei"!

O Instituto de Seguros de Portugal adverte que o mercado segurador deve ter em atenção a necessidade de cumprimento das disposições do normativo em vigor na legislação no que toca à prevenção do branqueamento de capitais. (PJ).

Droga (24)

É vital debater a droga .

O contributo de Emanuel Pinto Coelho, no DN.

Onde páram as elites? (54)

Renovar o pessoal político é um desígnio saudável e desejável, mas está longe de copnstituir um valor absoluto, até porque não existe garantia alguma de que a mudança do líder (ou do 'cacique') não acabe por trazer 'mais do mesmo' ou ainda pior do que aquilo que já existia.

Mário Mesquita, Público, 1 de Maio de 2005.

sábado, maio 07, 2005

Media: Notícias com fé; fé nas notícias

God is in the air. Or talk about Him, anyway. It is bouncing off satellites, radiating from broadcast towers, winding through cable systems, and glowing on screens in millions of living rooms. Evangelical Christians have created a vast and expanding alternative media universe that includes music, movies, sitcoms, and reality TV. But the brightest constellation now is news and public affairs programming, a potent mix of God, news, and right-wing politics. "Stations of the Cross," our May/June cover story, examines the phenomena and illustrates how it is exerting a gravitational pull on American politics and culture

Anúncio da Columbia Journalism Review do seu último número.

quinta-feira, maio 05, 2005

Banco de Portugal

A economia está a afundar desde os anos 90.

Independentemente dos governos e dos discursos políticos.

O aparecimento da China no comércio internacional tinha de se fazer sentir em algum lado (onde é que não se fez sentir?).

E daqui para a frente a situação só pode piorar.

A emigração voltou ao quotidiano português, tanto para o trabalho desqualificado, como para o qualificado.

Aquela imagem de que Portugal está entre a ameaça da concorrência imbatível do trabalho barato chinês e o desafio de aceder ao grupo dos países com actividades qualificadas - é bonita.

Ainda não vimos nada.

PS - Parece que por cada português com problemas há 100 chineses que melhoram a sua vida.

Solidariedade? Egoísmo? Nada disto?

A possibilidade de Portugal perder parte dos fundos comunitários em benefício dos novos membros de Leste tem levantado algumas cristas nacionais.

Portugal recebe estes fundos há quase 20 anos.

Quem precisa mais deste dinheiro?

Os pobres portugueses ou os ricos polacos?

Além de que são peanuts, a qualidade da sua aplicação está por esclarecer (vidé educação) e fomenta a dependência.

Digo eu.

Droga (23)

P - Há quem defenda que o melhor caminho passa pela legalização das drogas agora ilícitas. Qual é a sua opinião?

R - Penso que é um caminho que vamos seguir, no futuro. O novo paradigma, se calhar, passa por aí, pela legalização e regulamentação da venda e consumo das drogas. Creio que é inevitável, mas é algo que terá de ser feito em conjunto por vários países.

João Goulão, presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência, em entrevista ao DN.

quarta-feira, maio 04, 2005

Uma família normal

(...)
Vanessa estava no Aleixo desde finais de 2004, quando a avó regressou de meio ano a trabalhar no País de Gales. Passou a morar no 12º andar da torre 5, com o pai , toxicodependente, a tia e outros familiares. "Uma família normal", garantem vizinhos, acrescentando que já vivia ali "há muitos anos".
A mãe não reside ali. O casal, ainda jovem, está separado. De resto, diz quem conhece a família, Vanessa tinha sido entregue pela mãe aos cuidados de uma vizinha quando tinha ainda poucos meses. A menina acabaria por chamar "madrinha" a quem olhou por ela. Vanessa morreu dentro de casa. No bairro, pelo menos ontem, não houve menção a hipotéticos maus tratos. A situação passaria despercebida. O que se passou naquela casa do 12º andar da torre 5 do Aleixo só se soube porque o corpo da menina foi encontrado nas águas do Douro.

(...)

No JN.

Poder: O puro e o duro

Special interests and the lobbyists they employ have reported spending, since 1998, a total of almost $13 billion to influence Congress, the White House and more than 200 federal agencies. They've hired a couple thousand former government officials to influence federal policy on everything from abortion and adoption to taxation and welfare. And they've filed—most of the time—thousands of pages of disclosure forms with the Senate Office of Public Records and the House Clerk's Office.

In relatório do The Center for Public Integrity.

Políticas públicas?

Estado racionalizador social?

Eleições, representações e representantes.

Nos EUA, como se sabe, há um registo dos que fazem lobby.

A transparência tem a eficácia que lhe é reconhecida.

terça-feira, maio 03, 2005

Economia criminal

Os estudos mais recentes calculam que, entre Janeiro e Dezembro deste ano, o branqueamento de capitais atinja cerca de 700 mil milhões de euros em todo o mundo
(...)
"Ou se actua para lá do que hoje se faz ou se recebem impactos bem mais graves do que hoje já se sentem", sublinhou Alberto Costa
(...)
Considerando que a criminalidade económica (pela dimensão que já tem e pela facilidade de movimento) constitui "no momento presente uma ameaça ao Estado de direito e ao progresso social", o ministro (...)

No JN.

Armas nucleares

Em discussão até dia 27.

segunda-feira, maio 02, 2005

Análises

A alternativa é sempre entre a lógica da racionalidade estrutural-funcionalista e a da impossível conciliação de interesses antagónicos.

Entre a lógica do isto devia ser assim e a do jogo de soma nula: se ganhas tu, perco eu.

Entre a da conciliação e a do conflito.

O não esclarecimento disto resulta em lições de moral , no primeiro caso, e em regas de areia, no segundo.

Em ambos com resultados inconsequentes.

Onde páram as elites? (53)

Quantas vezes a autenticidade e a coerência política foram sacrificadas em nome do politicamente correcto, da ditadura mecânica das sondagens e das conveniências de ambições personalizadas.

João Cravinho, no DN

domingo, maio 01, 2005

Dia do Trabalhador (2)

"O contrabando de pessoas dá mais dinheiro do que o negócio da droga." Henrique sabe do que está a falar. Há vários anos que abandonou Bragança para trabalhar na região de La Rioja (Norte de Espanha). O contrabando de que fala é a exploração - por vezes até atingir proporções de escravatura - de portugueses nas quintas vinhateiras de Logroño.

Este é apenas um dos casos que maior exposição mediática teve recentemente.

Mas a escravatura está bem e recomenda-se.

A Comunidade Internacional parece que sabe disso.

China (2)

Parece-me bem que alguns dirigentes internacionais ainda não perceberam o que hão-de fazer com o aparecimento da China na cena internacional.

Era evidente que quando este gigante acordasse e aparecesse no convívio (palavra bonita) das nações estas dariam pela sua chegada.

É assim que há problemas velhos renascidos - Japão e Taiwan - e novos, que resultam daquele acordar, como os do seu consumo - energia, matérias-primas, alimentação - e das suas exportações, por acaso financiadas por capital europeu, norte-americano e asiático, onde estão os queixosos.

A grande diferença em relação à história é que desta vez a China parece que está a sair das suas fronteiras, acabando com a tradição de os estrangeiros lhe entrarem porta dentro e se instalarem nos aposentos dos autóctones.

A tradição já não é o que era.

Dia do Trabalhador

With job related deaths topping 2 million annually, UN calls for preventive steps.

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