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segunda-feira, maio 30, 2005

UE: Constituição (2)

O Não ganhou no referendo francês.

Isto de votar em tempos de incerteza, com sensações negativas no ar, em que domina a da ameaça, só pode dar lastro ao proteccionismo, aliás, a desejos de protecção, de retracção, de ensimesmamento.

Interessante a coligação do Não ter congregado a extrema-direita com a esquerda.

Qual terá sido a parte do voto determinada pelo tema em questão?

Por que há espantos com o mal-estar comunitário quando desapareceu a razão de ser da UE (a contenção da URSS)?

Com a economia a derrubar a política do posto de comando só se podem esperar actuações determinadas por aquela, ou em reacção àquela.

Em substância: "Mais Europa quando a que há não me protege de deslocalizações, importações, reduções de garantias sociais, fim dos direitos adquiridos,... ?"

Curiosamente, as votações populares estão a ser preteridas às parlamentares. Nas excepções, uma correu bem (Espanha), porque a economia ainda está bem, outra correu mal (França), pelas razões contrárias.

O voto Sim ou Não tem a dificuldade de dar conta da pluralidade / complexidade / espessura do que está em causa e a facilidade de reduzir no imediato a expressão de divergências a duas alternativas. Nada de "sim, mas..." ou "não, se...". Ou Sim ou Não.

É por isto que o voto de hoje conta pouco, como de resto o voto em geral.

As relações de força, as expressões reais das assimetrias de poder, vivem bem sem estes formalismos democráticos.

Os Irredutíveis Gauleses são apenas tema da BD.

PS (1) - Estava-se a votar o quê? A irradicação do mal europeu, perceptível na ausência da (ben)dita Europa do crescimento económico internacional, onde estão EUA e Ásia? A vontade de exportar armas para a China e de impedir as importações têxteis da China? As contrapartidas políticas às crescentes importações de gás russo? O reforço ou enfraquecimento do investimento em segurança militar em detrimento da segurança social? Cenários a 20 anos? A complementariedade da Europa Económico-Financeiro com as outras? A regeneração da classe política? O problema fiscal?

PS (2) - Em Portugal mencionam-se sondagens que dizem que o Sim ganharia. Que bom para ele.

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