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sábado, junho 11, 2005

Idas à praia

Para evitar a repetição do que se passou hoje em Carcavelos há várias hipóteses:

. encher as praias de polícias (claro que perante acontecimentos já ocorridos em combóios e centros comerciais também seria necessário encher os centros comerciais e os comboios de polícias - e se calhar as faculdades, as escolas secundárias ou preparatórias, quem sabe as igrejas, ou recintos desportivos, ou restaurantes, ou...).

. estabelecer portões de entrada nas praias, que assim teriam um direito de entrada reservado, estilo condomínio privado.

. estabelecer controlos de saída dos bairros problemáticos, que assim seriam transformados em bantustões.

. perceber o que está a passar, tem sido, é e continuará a ser um bom ponto de partida. O capital importou trabalho para as obras. Mas o trabalho reproduziu-se. Para espanto dos contabilistas empresariais, para quem o factor humano está fora dos seus rácios. Isso, descartam-se, é problema da sociedade. Como se está a ver. É clássico. Tanto assim que a apropriação privada de benefícios e a socialização dos custos é tema recorrente nos manuais. O que vem na televisão é apenas o resultado - espectacular, mas resultado - esperado.

post-scriptum - e é evidente que a solução não pode, nem deve ser exigida a uma lógica policial. Como sempre, a acção depende da identificação das causas que se conseguir, puder ou querer fazer.

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