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sábado, junho 04, 2005

Nomenklatura

Todos os regimes têm as suas nomenklaturas.

A ocorrência, e conhecimento, de situações classificáveis entre o escandaloso e o dúbio é uma questão de tempo, de sensação de impunidade (ou de legalidade!) e de ausência de checks and balances.

A cereja no topo do bolo é quando se invoca a legalidade para justificar o discutível.

A juridificação do social e do político tem constituído causa para imensas teses, algumas das quais apontam a impossibilidade de unificar o que é antagónico, diverso ou impossível de reduzir a um máximo divisor comum - é até por isso que a lei muda de vez em quando. Recordo-me, por exemplo, da proibição da lei da greve. Pois, de um dia para o outro o que era proibido passou a ser permitido...

Qual é a raíz quadrada de um mínimo de ética? Qual é o ponto de equilíbrio no mercado da moral?

Desilusões? Traições? Espanto?

Welcome to the jungle...

A (des)propósito:

Castália [a República dos cientistas metafísicos] é evidentemente uma impossibilidade. O homem autocontrolado, harmonioso, interiorizado e pacificado, não é fácil de obter. Os homens divididos, em guerra consigo mesmos, dominados por uma revolta insensata, é que são a espuma dos dias (...)

António Marques Bessa, Quem Governa? Uma Análise Histórico-Política do Tema da Elite, Lisboa, ISCSP, 1993, página 155.

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