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quinta-feira, junho 02, 2005

Um Tratado

Que não.

Que as pessoas votaram contra o Tratado Constitucional porque estão preocupadas com umas coisas e aborrrecidas com outras.

Que as pessoas votaram contra o Tratado porque este veio a calhar para servir de ponto de descarga de iras, frustrações e descontentamentos.

Que o Tratado é muito bom, garante muitas coisas, resolve outras tantas ou mais, racionaliza, efectiva, acelera, melhora,...

Mas... não seria mais avisado considerar as coisas que mais preocupam as pessoas?

Porque se há-de dizer "em relação a isso que o incomoda, a gente depois trata disso, mas agora vote lá 'sim' a isto..."?

Detecta-se aqui alguma dessincronização entre a análise do mainstream político e o quotidiano do Mr. Nobody?

Não é reducionista atribuir o Não em França e na Holanda à conjugação das teses da extrema-direita e extrema-esquerda?

Mas se são extremos como é que conseguem seduzir o middle?

Este será assim tão tonto, que não tenha capacidade própria de análise?

Detecta-se aqui alguma incapacidade do maistream em perceber o que lhe aconteceu?

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