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sábado, julho 30, 2005

Argumentações

O que se diz para procurar convencer terceiros da justeza das nossas opiniões tem limites.

Quando se adiantam argumentos ridículos (para não dizer estúpidos, de mau gosto ou reveladores da indigência mental do autor) ou se procura ridicularizar o adversário, até é possível fazer avançar a posição que se defende.

Mas porque este avanço não está sustentado, sendo antes atribuível a habilidades retóricas ou a lógicas do 'sim, porque sim', as suas consequências negativas acabarão por ocorrer.

Estou recordado do fenómeno do sobre-investimento nas telecomunicações ocorrido nos EUA nos Roaring Nineties - belo título de um livro suculento de Stiglitz - resultante, entre outros factores, da tese do first move advantage.

Escusa-se de sair de Portugal para constatar a alarvidade que tem caracterizado o investimento, por exemplo, empresarial.

Sendo o País um dos que investe mais, é rigorosamente também um dos em que o investimento menos rende, menos se traduz em ganhos económicos.

A que se deve esta falta de qualidade das decisões dos lideres?

À má classificação de despesas de funcionamento?

Ao mau trabalho prévio de análise da sua justificação?

Que lições, que conclusões, existem por aí sobre este fenómeno tão falado?

Que consequências se podem esperar na ausência da publicitação (ou da própria existência!) destas lições e conclusões?

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