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quinta-feira, julho 21, 2005

Campos e Cunha

É um mau sinal a sua saída.

Ninguém se cansa em 3 meses.

O argumento é outro.

Até prova em contrário, esta demissão pode ser atribuída à acção dos lobbies que beneficiam do Orçamento do Estado.

Teixeira dos Santos assume o cargo em condições extremamente delicadas.

Vamos ver como evolui, entre, por um lado, seguir a linha de Campos e Cunha e, por outro, a advogada pelos detractores do ex-ministro.

Mas a questão de fundo não é esta mudança de pessoas nos cargos de Estado.

É o que lhe está subjacente - a pobreza do crescimento da economia, que ameaça reduzir-se a uma economia de pobres, sujeita mesmo assim a rentistas sanguessugas.

Enquanto este problema - O problema, na realidade - não for resolvido, os ministros das Finanças, e já agora os da Economia, suceder-se-ão, de forma infrutífera, acumulando frustrações.

O essencial escapa cada vez mais à acção dos governantes. No caso concreto de Campos e Cunha pode-se acrescentar: "mesmo os mais qualificados tecnicamente".

Acho que a consideração do exemplo do Mezzogiorno começa a ser cada vez mais imperativa.

Depois de os portugueses terem sonhado em ser a Califórnia na Europa, pode ser que venham a ter um estilo de vida igual ao daqueles italianos.

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