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sábado, julho 02, 2005

CNOOC / Unocal

Comércio livre...

Investimento directo estrangeiro fonte de modernização e racionalização (até se quis fazer um AMI)...

Redução das interferências do Estado na esfera empresarial...

... recordo-me de ouvir falar disto, em nome do mercado livre, da eficiência que resulta da concorrência, do livre jogo das forças de mercado, da mão invisível.

Quando a conjuntura muda, os autores daquele discurso defendem, com o mesmo vigor, rigor e honestidade intelectual, o proteccionismo, a erecção de barreiras, o recurso ao Estado - à sua mão bem visível - em nome do interesse e da segurança nacional.

Só não mudam os burros, dizem uns.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, cantam outros.

Certo é que não há UM, o ÚNICO, o INDISCUTÍVEL argumento FINAL, que pulverizasse todos os outros em nome de uma suposta racionalidade ÓBVIA, INDISCUTÍVEL, REVELADA.

Nem é de desonestidade que se trata, quando os mesmos que defendem uma posição passam a defender a oposta - é apenas e tão só defesa de interesses.

Falando de coisas sérias: qual será a opção dos EUA? Autorizar a China a comprar a Unocal e, assim, dar sinal que a procura de recursos energéticos pode ser resolvida pelas vias, digamos pacíficas, do comércio e investimento internacional ou optar pelo veto da compra, o que pode ser interpretado como um sinal de que a procura de recursos energéticos terá de ser resolvida na base do conflito militar?

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