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quarta-feira, julho 20, 2005

Água

Portugal não é a Inglaterra.

Logo, a que se deve a profusão de arrelvamentos por parte das autarquias?

Se a crise da água provoca críticas às quantidades absorvidas pelos campos de golfe, não está na altura de também começar a questionar a política ambiental autárquica?

A instalação a esmo de espaços verdes com base na relva, por exemplo, arrelvamento de separadores de trânsito e de rotundas, sustentados com quantidades elevadas de água, é mesmo o que se precisa?

Esta prática inclui também a opção por vagas de choupos e plátanos, espécies óptimas para as alergias, como se sabe.

Os hospitais não podem alertar as câmaras? As câmaras não têm know-how suficiente para corrigir estas práticas?

Como é evidente, sem água, a paisagem dominante nos morros circundantes das vias de circulação é a de uma vegetação rasteira, que contrasta com o viço, o brilho, a beleza, das faixas arrelvadas. Claro, enquanto estas são regadas, porque quando o deixam de ser reduzem-se a pó ou a ervas baças, rasteiras, próprias de ambientes secos, não húmidos.

Quem queremos enganar com a relva?

O clima, ao impormos uma vegetação própria dos climas do Norte da Europa?

Ou a nós próprios, afugentando o espectro da seca com a disseminação de imagens e símbolos que (pensamos que) a contrariam?

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