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quarta-feira, julho 20, 2005

Onde páram as elites? (74)

António Costa Pinto, uma leitura sempre muito interessante, questiona no DN a valia efectiva do contributo de José Gil.

Excluindo a pecha habitual a este tipo de comentários de dizer que o crítico não aponta altenativas nem saídas, parece-me pertinente quando aponta que Gil não considerou, tanto quanto deveria, a produção analítica sobre a realidade portuguesa.

Porém, se se considerar que Gil privilegiou a constatação, mais do que a explicação ou projecção, a crítica perde sentido.

Tomo nota de que a ameaça do "desaparecimento" de Portugal é tema recorrente das elites intelectuais portuguesas pelo menos desde o século XIX.

É caso para dizer: até que enfim que acordaram.

Portugal tem 862 anos.

Não é eterno.

Nada é eterno.

Todos conhecemos entidades estatais que desapareceram, outras que apareceram e umas terceiras ainda que aparecem uns anos, desaparecem outros e tornam a aparecer outra vez.

E forçoso será reconhecer que a situação hoje, e a que se perspectiva, é radicalmente difrerente da do século XIX.

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