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quarta-feira, agosto 31, 2005

Símbolos


AutoEuropa

A possibilidade de a Volkswagen deslocalizar da Alemanha para Portugal a produção de uma viatura, por razões de custo, ainda não suscitou nenhum protesto contra as multinacionais malvadas, beduínas, que só perseguem o lucro, e assim.

Estranho.

Parece-me que o fenómeno é tal e qual o mesmo quando uma multinacional sai do Vale do Ave para ir para a Roménia.

Devo estar enganado.

Ainda bem.

domingo, agosto 28, 2005

Portugal benchmark (2)

Portugal tem a honra de intitular um artigo da edição da revista The Economist, datada de 27 de Agosto (Portugal's fires - Burning to build), elaborado a partir de Atenas, Madrid e Lisboa.

O artigo começa assim: "To your right, you can see Portugal burning". On a flight leaving Lisbon this week, passengers heard that gloomy advice as they gazed down at the smoke billowing up from pine and eucalyptus trees.

Portugal benchmark (1)

Portugal tem a honra de iniciar um comunicado da ONU: 24 August 2005 – With wildfires destroying more than 140,000 hectares of forest and farmland in Portugal since the beginning of the summer, the United Nations disaster reduction agency is calling on countries around the world to cooperate in enforcing basic measures to reduce the risks.

Incêndios: Mais Estado!

Nos últimos anos tem sido frequente, tão frequente que quase ganhou o estatuto de normalidade, exigir a redução do peso do Estado: privatizações, parcerias público-privadas, baixa de impostos, corte de despesas, críticas às regalias e ao desempenho dos seus profissionais...

Ao contrário, quase desapareceu a reclamação de mais Estado, no sentido de garante do interesse público, como se a bendita sociedade civil, as forças vivas da sociedade, fossem capazes de garantir o bem comum dos portugueses.

Ora, o que se passa nos incêndios é claramente um caso do que os economistas designam por falha de mercado, situação que reclamaria um aumento da intervenção estatal - e não apenas com o objectivo de aumentar o número de meios de ataque aos fogos, uma vez que tal resulta de uma lógica de agir a juzante, e não a montante, do problema.

Com a propriedade da floresta atomizada, parece que ninguém quer saber dela: nem os seus proprietários, porque não lhes paga a pena, nem o Estado, porque não é proprietário.

Parece que é algo que está para ali.

A arder.

Com todos a ver, muitos a sofrer, alguns a morrer.

quarta-feira, agosto 24, 2005

Leituras com pó

Colapso ameaça combate a fogos

manchete do DN, de 9 de Agosto de ... 2003.

quarta-feira, agosto 17, 2005

ISTO...

... parece que já está como há-de ir.

É pena - dir-se-á com uma apreciação moral.

Mas é (era) de esperar, no seguimento do esbatimento de fronteiras - dir-se-á com uma perspectiva mais analítico-racional.

As economias de escala falam mais alto - e quando não há especializações atractivas ou seguras que permitam a lógica de nicho...

Penosas são as cenas da luta pelo acesso aos recursos que são cada vez menos.

Decadentismo, entropia, fim de ciclo - expressões que designam a conjuntura.

O corporativismo vai aumentar, tal como o sabujismo - vem nos livros e é da vida.

terça-feira, agosto 16, 2005

Esforço inglório?


terça-feira, agosto 09, 2005

Calamidade pública

(perguntas a propósito dos incêndios, mas que também se justificam a propósito de outros temas)

O que é calamidade pública:

a) as consequências dos incêndios?

b) as causas dos incêndios?

O mal está no depois, ou no antes?

Bem sei que é mais fácil lamentar as mortes de pessoas e a destruição material.

segunda-feira, agosto 08, 2005

Desemprego

O desvio entre a taxa estimada e a verificada está a ser fortíssimo (ver página 30 da Nota Mensal de Conjuntura da DGEP, de Julho).

Vai a caminho dos 10%?! Os 413 mil desempregados do primeiro trimestre de 2005 correspondiam a 7,5%.

Das duas, uma: ou a economia cresce (como?), ou volta-se à emigração (para onde?).

Se a economia não crescer (e porque haveria de crescer?), e não houver a válvula de escape da emigração, é de esperar o quê?

Milagres não há, por muito Espírito Santo que se invoque e água benta que se aspirja.

domingo, agosto 07, 2005

Que dizer?

'Thoughts read' via brain scans .

Na BBC.

sábado, agosto 06, 2005

Fogo

Portugal está a arder.

Alguém se lembra do imposto sobre a terra sugerido por Campos e Cunha para atalhar o problema?

O que irrita porém é a ocorrência, ano após ano, deste problema, como se fosse a primeira vez, como se não se tivesse aprendido nada.

Talvez porque o fenómeno está banalizado, transformado em rotina sazonal, manteve-se o calendário de férias de alguns responsáveis, tal como os apelos de outros à boa-vontade dos mesmos do costume - uma vez que medidas outras não são de esperar.

É a vida?!

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