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segunda-feira, setembro 05, 2005

Onde páram as elites? (75)

A tão falada ausência de renovação da classe política prenuncia a sua implosão ou explosão?

É a comprovação da sua dispensabilidade, apesar do desmedido destaque mediático de que beneficia?

Nesse futuro (próximo?) qual seria a matriz organizacional da expressão dos interesses?

Com os partidos-alternativa a evoluírem para partidos-convergência (quem defende a saída da UE?), a opção passa a ser sobre tons diferentes da mesma política.

O que se nota de diferente hoje em relação há uns anos é a passagem das posições mais radicais dos operários - que quase desapareceram no seguimento da contracção da base industrial - para um grupo social polarizado em torno da Universidade.

Passou-se da Fábrica para a Universidade.

Da Força da Massa para a Elite da Ideia.

Mas os professores universitários são empregados.

Públicos.

Que só têm capacidade de mudar o ambiente através do acesso ao poder estatal.

Faltam-lhes todos os outros meios de condicionar o exercício de poder político.

Ou seja, só podem aspirar a mudar a sociedade aceitando o duelo com os que vão ser prejudicados por esta mudança.

Este duelo apresenta várias assimetrias, desde as barreiras à entrada dos novos políticos às barreiras à saída dos velhos incumbentes socio-político-empresariais.

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