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quinta-feira, outubro 27, 2005

A culpa é tua, vossa, dele, daqueles, ...

Os juízes são do pior que há,

bem entendido que os advogados também não são flor que se cheire,

nem eles nem os sindicalistas,

e do patronato é melhor nem falar,

falar por falar, o que se há-de-dizer da corja dos jornalistas?,

a bem dizer nem os militares se aproveitam,

tal como os deputados e os políticos em geral,

de resto, sempre tenho dito que os professores não são de fiar

que dos médicos só há que fugir,

que os próprios padres já estiveram mais católicos

e que a própria polícia deveria ser policiada,

além de que os banqueiros estão com o crédito em baixo

à semelhança de alguns treinadores,

e nem os jovens oferecem esperança,

bem como outros que agora não me ocorrem,

estilo caçadores, suinicultores, automobilistas e contabilistas.

........................................................................

Este jogo de todos contra todos, significa o quê?

A desorientação geral?

A incapacidade de um grupo, um conjunto de grupos, se impôr?

A ausência de hegemonia?

A implosão anunciada?

O anúncio de uma nova ordem?

A versão nacional daquelas imagens em que uma turba de famintos terceiro-mundistas - feios, porcos e maus - se atropela para conseguir alcançar um pão, um pacote de arroz, uma garrafa de água, distribuída do alto de um camião com ajuda internacional?

Com esta instabilidade na sociedade, como é que as instituições se conseguirão estabilizar?

Com pão e bolos? Telenovelas? Futebóis? Ilusões?

Se não se estabilizarem, o que é de esperar, como é óbvio, qual será o sentido da evolução?

Perante o quadro de escassez pressentido, é de esperar uma evolução pouco macia.

Digo eu.

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