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segunda-feira, novembro 28, 2005

Interessante

O Fisco vai divulgar publicamente o nomes dos contribuintes (particulares e empresas) que não pagam os impostos, num universo que poderá atingir as 800 mil pessoas.

Corrupção (24)

Paulo Morais diz que chumbou "vigarices" de 550 milhões

(...)
o estado a que chegámos também se deve ao facto de ninguém se revoltar. Já o rei D. Carlos dizia que Portugal é um país de bananas governado por sacanas.
(...)

Paulo Morais, no JN

sábado, novembro 26, 2005

25 de Novembro

A RTP1, a SIC e a SIC Notícias recordavam o 25 de Novembro de 1975, ao mesmo tempo que na TVI marchava a 1.ª Companhia.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Droga (35): UE

Versão em linha do Relatório Anual 2005 da agência da UE de informação sobre droga.

Droga (34): Portugal

Juventude corroída pelas sintéticas.

Droga (33): Surpresas no Afeganistão

(...) one surprise of this year’s survey was the extent of drug addiction in Afghanistan, which is far greater than had been previously estimated, with about 3.8 per cent of the population – nearly one million people – using some form of drug.

Most use hashish, with a little over 1 per cent using opium or heroin, Mr. Costa said, describing a disturbing trend where Afghan children are being offered opium derivates to relieve pain or even hunger.

Also surprising was the extent of cannabis cultivation. The survey put Afghanistan’s marijuana fields at about 30,000 hectares, making it the second-largest producer of cannabis after Morocco.


Press-release da ONU a dar conta da divulgação do último relatório sobre a situação no Afeganistão.



quarta-feira, novembro 23, 2005

Onde páram as elites (84)?

1 - Lê-se no Sobre o Tempo que Passa, de José Adelino Maltez:

Sejamos independentes e dignos dos objectivos nacionais permanentes!
(...)
não gostaria de ver resvalar as nossas forças armadas para uma tecnocratice que as venha a enfileirar nas teias integradoras de uma nova Grande Armada, que se julgue invencível e acabe derrotada. Nem gostaria de meras chefias que se reduzissem a engenheiros da teoria das organizações, capazes de um grau de prontidão interessante na execução das ordens de um qualquer "big brother" que nos faça parcela de um super-sistema independente da vontade nacional.
(...)
não há democracia sem soldados. Não há política sem democracia. Não há democracia sem pátria.

2 - Lê-se no portal do Governo a intervenção do primeiro-ministro, quando lançou a Iniciativa Novas Oportunidades, em que apresenta a seguinte radiografia do, como agora se diz, capital humano português:

(...)
Três indicadores dizem tudo sobre a dimensão do desafio que temos à nossa frente.

O primeiro: só 20% da nossa população adulta, entre os 25 e os 64 anos, completou o ensino secundário. Este é um número impressionante, sem paralelo nos países da OCDE onde a média ronda os 70%. Mais: dos cerca de 5 milhões de portugueses que integram a nossa população activa, 2 milhões e 500 mil têm menos do que a actual escolaridade obrigatória.

O segundo: o número médio de anos de escolarização da nossa população adulta é de pouco mais de 8 (8,2), inferior a países como o México (8,7) ou a Turquia (9,6). Já para não falar da Itália (10,0), da Grécia (10,5) ou da Espanha (10,5).

Terceiro: 45% dos nossos jovens, entre os 18 e os 24 anos, abandonaram os estudos sem concluir o ensino secundário. Temos, portanto, mais de 485 mil jovens a trabalhar sem o secundário completo e, mais de metade destes, mais de 266 mil, não concluíram sequer a escolaridade obrigatória.

(...)

quinta-feira, novembro 17, 2005

Corrupção (23)

relatório sobre corrupção em portugal

Cravinho diz que não há estratégia anticorrupção

Grupo de peritos internacionais passou por São Bento e ouviu alguns deputados dizerem que autoridades portuguesas não levam o tema muito a sério


No Público, sem link.

Onde páram as elites (83)?

(...)
Porque não conseguem os portugueses pôr-se de acordo sobre o essencial do seu futuro? Recaiu sobre nós alguma maldição impedindo que nos entendamos globalmente em áreas fundamentais como a educação, a justiça, a saúde, a organização económica, em suma, sobre o modelo de sociedade em que vamos passar boa parte desse futuro?
(...)

José M. Brandão de Brito, no Jornal de Negócios.

quarta-feira, novembro 16, 2005

Onde páram as elites (82)?

Um retrato preocupante, do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.

(...)
Encerra particular dificuldade salientar neste breve relatório todo o conjunto de carências e dificuldades vividas pelo SNBPC
(...)

Carnaxide, 15 de Outubro de 2005
Manuel João Ribeiro
(Presidente do SNBPC)

terça-feira, novembro 15, 2005

Onde páram as elites (81)?

Eis um retrato preocupante, sobre Justiça :

(...)
É bom que se saiba que o trabalho dos magistrados do Ministério Público continua, com o passar dos anos, a ser muito difícil de levar a cabo. Afogados em processos, porque os quadros antigos, já de si obsoletos, continuam por preencher. Tantas vezes mal instalados, com carências de meios materiais, e sujeitos a decisões administrativas a que são alheios, no vai e vem dos funcionários que os deviam assistir. Demasiado dependentes das insuficiências que também assaltam os órgãos de polícia criminal. E, por regra, sem funcionários.
Sublinhe-se que nem sequer são recordados aspectos mais sectoriais, como o facto de a moderna criminalidade económica e transnacional ter levado à criação, nos vários países da União Europeia, de unidades do Ministério Público centrais, e altamente especializadas, para combate àquele tipo de criminalidade. Ora a falta de apoio que até agora tem penalizado o nosso DCIAP contrasta, também aqui, impressivamente, com o que se procura fazer lá fora.

(...)

Procurador-Geral da República, no Relatório da Procuradoria-Geral da República 2004, página 8.

domingo, novembro 13, 2005

Media (2)

Pouco espaço para jornalismo crítico e independente
Jornalismo desportivo acusado de ser controlado pelo "jogo comercial"


Trabalho de Duarte Ladeiras, no PUBLICO.PT

sábado, novembro 12, 2005

Peter Drucker

Morreu.

Vivermos juntos? Nem penses!

The rise of intolerance in today’s world and the inability of different people to live together was a clear danger for world peace and the social cohesion of societies (...)

António Guterres, ACNUR

sexta-feira, novembro 11, 2005

Espuma dos dias

A realidade é suculenta o suficiente para permitir a renovação dos temas a analisar e a renovação do respectivo embolso mensal que permite aos analistas/comentadores.

Eleições (nacionais ou partidárias, no país ou no estrangeiro), desempenhos políticos, guerras, efemérides, corrupções, irrupções, incêndios, inundações, bombeiros, polícias, juízes, educação, professores, médicos, advogados, jornalistas, desportistas, taxistas, sindicalistas, empresários, fuga ao fisco, segurança social, qualidade alimentar, globalização, capitalismo, comunismo e imperialismo, patriotismo de pacotilha, renovação de gerações, inovação, subsídios, previsões, astrologia, ...

É só escolher.

Mas o que fica do que tem passado?

Onde a agregação desta aparente dispersividade temática?

Onde a extracção da lógica subjacente?

Não há tempo?

É impossível?

Não interessa?

quinta-feira, novembro 10, 2005

Pois é, o Darfur... (3)

Parabéns à SIC pela reportagem sobre os campos de refugiados no Darfur que acabou de passar.

Pena ter sido eu o único a vê-lo.

Por que não voltar a exibi-lo a seguir ao telejornal, na hora da telenovela, do futebol e dos concursos?

Mas, também, a quem é que interessaria?

Who cares?

São só pessoas, sem redes de apoio, nem petróleo, nem nada funcional.

Gente que está ausente do mapa das utilidades.

Gente dispensável.

Coisas importantes: o fim de uma era

Britain is facing a shortfall in energy supply in the near future, according to a major report being launched today.

Na BBC.

Leituras com pó (34)



Atraiçoando o ideal que historicamente as diferenciava dos regimes totalitários - liberdade, igualdade, fraternidade -, desprotegendo os direitos fundamentais dos cidadãos, mantendo entre estes, sob um novo aspecto, as desigualdades e sacrificando o indivíduo às exigências da produção, as estruturas democráticas do Ocidente deixam o campo livre às aventuras totalitárias, condenando-se ao suicídio.

Claude Julien, O Suicídio das Democracias, Lisboa, Arcádia, 1974 (o original, saído na Bernard Grasset, é de 1972).

Pessimismo?

Visão?


PS - E não se pode ressuscitar uma editora como a Arcádia?

Zonas libertadas

Muito se tem falado das ditas zonas libertadas, em que a polícia não pode entrar, ou fá-lo com muito cuidado. Zonas estas dominadas por deliquentes e criminosos, vendedores de droga, armas e demais tráficos ilegais lucrativos, antros de prostituição, santuários de proscritos,...

Fala-se menos de outras zonas, tão ou mais libertadas, como os paraísos fiscais. Mas o mal que daqui vem à dita sociedade é muito maior, apesar de ter muito menos projecção mediática do que as outras.

Dúvida

Onde páram os falcões-galinhas?

domingo, novembro 06, 2005

França: Maio em Novembro? (2)



Se a explosão de maio de 1968 tivesse eclodido na França como um acidente imprevísivel e bizarro, como um trovão em céu sereno, ela nada seria e permaneceria sem dia seguinte.
Mas se sua forma e seu momento não eram evidentemente calculáveis, sua razão de ser era profunda - e muitos franceses (sociólogos, economistas, universitários, engenheiros) haviam-na denunciado com muita precisão.


JJ Servan-chreiber, O Despertar da França, Rio de Janeiro, Editôra Expressão e Cultura, 1968, tradução de Le Réveil de la France, Paris, Denoel, 1968.

França: Maio em Novembro?

Maio, 1968.

Sous le pavé, la plage.

Expressão da falta de ar política, cultural, por parte dos meninos-bem, inseridos, universitários.

Hoje são respeitáveis chefes de família e referências da cena política, económica, cultural, europeia.

Novembro, 2005

Destruição. Nihil.

Expressão da falta de ar vital, por parte dos meninos-mal, desinseridos, diferentes, que resolveram sair das zonas libertadas e ir para território inimigo fazer o maior estrago possível, o que se traduziu no ataque à propriedade do Estado e da micro e pequena burguesia.

Táctica sem estratégia. O momento pelo momento. A transgressão pelo desafio. Assume-se que não há saídas políticas para o no futur que se pressente. Muitos serão presos, multados e condenados.

Lancetar uma borbulha não é o mesmo que extinguir a pulsão subjacente, e que a faz renascer.

Integração? Melting pot?

Teria piada se não fosse trágico o erro implícito.

Já houve alguém que caracterizou os tempos actuais como tempos de tribos, o que corresponde apenas ao reconhecimento da permanência dos princípios antropológicos básicos, desde logo o da família, apesar da complexificação (aparente?) das sociedades actuais.

Depois, é só alargar o conceito, de forma concêntrica, para ir desenhando redes de solidariedade, mas também de rejeição/exclusão/confronto.

O Outro é o Outro, é Diferente, fomenta Desconfiança.

Os pais do Outro suportaram carências maiores do que a actual geração porque fugiam à miséria e à morte no país de origem. O seu presente de carências representava, mesmo assim, a melhoria em relação ao passado recente e oferecia a esperança no futuro. Os emigrantes portugueses têm algum know-how a este respeito.

Os filhos não. Não têm passado para comparar, apenas um presente, vazio, de rejeição, sem referências no futuro.

Por culpa própria? Certamente.

Mas não é a eles que compete prevenir as consequências que se adivinham quando a dita sociedade - que seria assim um eufemismo para designar a coabitação de várias tribos - se depara com territórios libertados.

Também é verdade que para os integrados é mais cómodo assobiar para o lado, esperar que não aconteça nada, se acontecer que afecte o vizinho, lógica NIMBY, do que atalhar a raíz dos problemas causados pelos apocalípticos.

É a vida?

É.

É a vida.

Feia, porca e má.

Há aí algum mecânico para reparar o sistema social?

sexta-feira, novembro 04, 2005

Paris...

... está a arder.

Segue-se Lisboa?

quinta-feira, novembro 03, 2005

Leituras com pó (33)

(...)
10. Conclusão
A favorável conjuntura externa e a entrada de Portugal na CE ofereceram a este país grandes oportundiades para conseguir um crescimento económico rápido e para proceder às necessárias transformações estruturais profundas.
Os efeitos positivos sobre o crescimento económico foram quasi inevitáveis, mas pouco ampliados pela acção do governo. As oportunidades de transformação estrutural foram singularmente desaproveitadas como é patente pela desaceleração do crescimento económico depois que, em 1988-899, terminaram as circunstâncias externas muito favoráveis.
A razão principal do desperdício de oportunidades e da incompetente política económica reside na obsessiva preocupação de manipular a política económica em função dos ciclos eleitorais para a conservação do poder pessoal. Tornou-se cada vez mais perceptível que a desorientação dessa política aumenta à medida que as dificuldades surgem.
É inevitável concluir que se corre o risco de a economia portuguesa não estar preparada para conseguir um crescimento sustentado acima da média comunitária quando os subsídios e auxílios comunitários se reduzirem de forma sensível.
É óbvio concluir também que a manipulação eleitoralista da política económica exercida até aqui constitui a maior força de bloqueio do crescimento económico em Portugal.
Portugal carece, portanto, de uma política séria de médio e longo prazo.

(...)

Alfredo de Sousa, Linda-a-Velha, 94.05.01

comunicação (penso que) apresentada no congresso Portugal: Que Futuro?, organizado por próximos de Mário Soares, então Presidente da República, quando Cavaco Silva era o primeiro-ministro.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Estados falhados

O pessoal da ONU não pode andar no Darfur.

O estado a que África chegou ilustra dramaticamente o que é a África dos Estados.

No Afeganistão vai-se vendo - e adivinhando - o que se passa com a papoila.

Na Ásia Central, o que se lê é problemático.

O Cáucaso é assunto para Exércitos e no Médio Oriente a conversa é a mesma.

Nos Balcãs... os Balcãs têm sido, são e continuarão a ser os Balcãs.

Em Lisboa e Porto há zonas em que a Polícia tem uma penetração, digamos, difícil e onde as pessoas com problemas, digamos, de inserção são aconselhadas a sair.

Do outro lado do Atlântico, vêem-se os working poor, as reservas dos Índios, os ghettos, a indústria da engorda, New Orleans, as oligarquias,...

O Estado - esse putativo centro organizador social - está a ter maus resultados no exame.

Problema conjuntural?

Defeito congénito?

terça-feira, novembro 01, 2005

1755

Hoje é dia de São Terramoto.

Ouço dizer que está tudo preparado para enfrentar uma coisa destas.

Acredito.

Mas não desejo sujeitar estas afirmações à prova dos factos.

O discurso oferece escapatórias retóricas para tudo.

Por exemplo, se tivéssemos a infelicidade de ocorrer um acontecimento destes na nossa contemporaneidade quase que adivinho o argumento: "Ninguém podia esperar uma coisas destas. Isto é um desastre natural de dimensões impensáveis".

Mas o melhor deveria ser o day after, com alguns a estranharem o facto de o Metro não funcionar.

Entretanto, é de dar os parabéns à imprensa escrita que parece ter feito os trabalhos de casa (e já agora facturar com isso) - ganhamos todos.

PS - Não era de fazer uns exercícios de simulação de vez em quando? Podia-se fazer um teste aos serviços de socorro com um cenário de colapso da Baixa lisboeta.

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