.comment-link {margin-left:.6em;}

quinta-feira, novembro 03, 2005

Leituras com pó (33)

(...)
10. Conclusão
A favorável conjuntura externa e a entrada de Portugal na CE ofereceram a este país grandes oportundiades para conseguir um crescimento económico rápido e para proceder às necessárias transformações estruturais profundas.
Os efeitos positivos sobre o crescimento económico foram quasi inevitáveis, mas pouco ampliados pela acção do governo. As oportunidades de transformação estrutural foram singularmente desaproveitadas como é patente pela desaceleração do crescimento económico depois que, em 1988-899, terminaram as circunstâncias externas muito favoráveis.
A razão principal do desperdício de oportunidades e da incompetente política económica reside na obsessiva preocupação de manipular a política económica em função dos ciclos eleitorais para a conservação do poder pessoal. Tornou-se cada vez mais perceptível que a desorientação dessa política aumenta à medida que as dificuldades surgem.
É inevitável concluir que se corre o risco de a economia portuguesa não estar preparada para conseguir um crescimento sustentado acima da média comunitária quando os subsídios e auxílios comunitários se reduzirem de forma sensível.
É óbvio concluir também que a manipulação eleitoralista da política económica exercida até aqui constitui a maior força de bloqueio do crescimento económico em Portugal.
Portugal carece, portanto, de uma política séria de médio e longo prazo.

(...)

Alfredo de Sousa, Linda-a-Velha, 94.05.01

comunicação (penso que) apresentada no congresso Portugal: Que Futuro?, organizado por próximos de Mário Soares, então Presidente da República, quando Cavaco Silva era o primeiro-ministro.

Comments:
Alfredo de Sousa tinha razão. Cavaco Silva e todos os primeiros ministros governam com um olho nas sondagens e outro nos interesses pessoais. Mas os ciclos eleitorais portugueses são agravados por um sistema politico que promove a instabilidade e a irresponsabilidade. O problema é causado em parte pelo método de Hondt que promove a fragmentação dos votos,e o facto de haver 3-4 eleições em certos anos como 2005. Estamos permanamente em campanha eleitoral, agora autarquica, agora legislativa, agora presidencial, agora europeia ou até um referendo. Nenhum pais seria bem governado bem nestas condições.
 
Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação



<< Home

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Link to ClockLink.com