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sexta-feira, junho 30, 2006

Direitos... e deveres

Qual a razão pela qual os não fumadores têm de pagar os custos orçamentais, financiados com os impostos do povoléu, das doenças dos fumadores?

Em nome de quê quem não se preocupa com a sua saúde beneficia do serviço nacional de saúde?

O que se deve fazer a quem dá junk food aos filhos?

(perguntas pánimar)

terça-feira, junho 27, 2006

Uma verdade inconveniente

Quando as árvores caem no jardim da Casa Branca e quando as chuvas fecham edifícios governamentais em Washington DC, deve ser altura de ver An Inconvenient Truth.

Pois é, o Darfur... (6)

Porque será que impedir a ajuda humanitária a populações carentes não é crime?, pergunta o Carlos Narciso, depois de considerar, referindo-se ao Darfur, que temos a maior crise humanitária em curso no Mundo a ser manipulada cinicamente .

Droga (37)

Informação relevante.

Por lá (UN drug chief sounds alarm over European cocaine consumption, Afghan opium; World Drug Report 2006)

e por .

segunda-feira, junho 26, 2006

Droga (36)

Hoje é o dia mundial da luta contra a droga.

Qual luta?

Qual droga?

sábado, junho 24, 2006

?!

GIRLS AS YOUNG AS 1 YEAR SEXUALLY ABUSED IN CONFLICTS, UN SYMPOSIUM IS TOLD New York, Jun 23 2006 11:00AM
Harrowing accounts of girls as young as one year-old being raped by foreign objects such as metal bars, nails and sticks, are among the most heart-wrenching testimonies presented at a United Nations-backed International <"http://www.unfpa.org/emergencies/symposium06/index.htm"> Symposium on Sexual Violence in Conflict currently underway in Brussels, Belgium.

Futebol

Maybe the rest of the world loves soccer because they haven't been given better alternatives.

John Tierney, no The New York Times.

quarta-feira, junho 14, 2006

Anjos e demónios

Os professores são uma das profissões que mais e melhor exemplificam e encarnam aquela figura associada a expressões como serviço público, bem comum, interesse da comunidade. Outras serão os médicos, os polícias, os políticos, os bombeiros, os juízes, ...

No extremo oposto, os cantores, os desportistas, as starletes televisivas, servem para entreter e divertir. Nada sério, portanto, apesar dos patrioteirismos oportunistas (uns) e simplórios (outros) que às vezes suscitam.

Verifica-se um problema - já clássico - quando as mentes juvenis em estruturação têm por modelo estes e não aqueles. E não discuto se por demérito daqueles, se por excesso de exuberância mediática destes.

Outro problema é a capacidade que os primeiros, desde logo os professores, têm de conseguir entregar a carta a Garcia. Tal como se diz que a família tem a sua influência disputada, para não dizer reduzida ou anulada, por outras instâncias socializadoras, também os professores têm a sua possibilidade de influência muito reduzida em relação a outros tempos.

Deixemo-nos de soixant'huitardices, estilo "sejamos realistas: exijamos o impossível". Se a sociedade se degrada e irresponsabiliza que pode / quer / deve fazer o professor, o polícia, o médico, o bombeiro, que se preocupa em levar o que faz a sério, procurando sempre melhorar e considerar o melhor interesse do seu cliente (aluno / cidadão / doente / vítima)? Só os heróis persistem. É mais fácil marimbar-se e entrar em piloto automático. E pode ser tentador deixar-se ir e juntar-se aos bad guys.

A decisão de avaliar os professores só pode pecar por tardia, independentemente das críticas formuladas ao método concreto ou da concentração destas em apectos anedóticos da avaliação.

Os professores têm de ser avaliados porque são agentes da sociedade, são fiéis depositários da confiança desta na formação do seu bem mais promissor e frágil - a juventude.

Da mesma forma, também os políticos têm de ser avaliados, com a avaliação a poder ter como consequência a responsabilização (sempre) e a penalização e punição (se for caso disso).

O mesmo se diga dos polícias, dos juízes, dos bombeiros...

Ou a sociedade vigia quem encarregou de a defender e a tornar viável, ou é a sua própria existência que está em causa.

E que as famílias não se excluam desta avaliação. Pode começar por ser auto. Filhos entregues à televisão, depositados nas creches, nas escolas ou nos ATL, pais abandonados nos lares, animais domésticos largados na rua (agora que chegam as férias, vejam a quantidade de cães e gatos abandonados), violência doméstica, proliferação de bares de alterne, ...

Parece-me que isto é óbvio.

Problema meu, com certeza.

PS - E tenha-se a decência intelectual de não tratar a ministra da Educação como o pára-raios do Governo. Vá-se mais além, para onde importa, e constate-se a necessidade de um raciocínio mais complexo, mais sistémico, mais estrutural.
Vistas curtas e videirinhos já temos que chegem.

segunda-feira, junho 12, 2006

integrados e apocalípticos

Mais uma professora agredida, desta vez por familiares de um aluno, o que levou ao encerramento da Escola Básica do 1º ciclo de São Gonçalo, no Lumiar, em Lisboa.

A alegada vitimização dos professores não esconde o facto de haver professores efectivamente vítimas, desde logo de agressões, faltas de respeito e ameaças.

É tão fácil generalizar (as escolas são inseguras) como argumentar de forma demagógica: Qual é o problema? Mais de 90 por cento das escolas não tem problemas graves.

É tão fácil (conveniente?) ver a coisa de forma isolada, desligada do conjunto.

Também é tão fácil (oh!, se é) procurar soluções do lado securitário - os serviços de segurança são uma das poucas actividades económicas com uma alta taxa de crescimento.

A visão de cada problema por si e em si é óptima para fazer títulos de jornais.

Lembramo-nos do arrastão na praia, dos assaltos nos transportes públicos (comboios, autocarros, metro), nos centros comerciais, nas ruas, nas bombas de gasolina, ... nos espaços públicos não guardados, em geral. É a lógica do grupo, do gang, da afirmação do poder (que se tem, que se arranja).

Podem-se pôr - já se puseram, em boa verdade - câmaras mais ou menos ocultas nos vários transportes públicos, nos muitos espaços públicos, nos diversos centros comerciais, nas imensas ruas e avenidas.

Mas do que se fala e trata é sempre de pessoas desenraízadas, desocupadas, socialmente invísíveis e/ou inúteis.

O que responde a sociedade? Refugia-se (prende-se?) em condomínios fechados, murados, guardados - foge dos espaços públicos, privatizando/restringindo/virtualizando o espaço socialmente útil.

No news - é a velha lógica conhecida da bantustização, do apartheid, da separação, da construção de muros, da policialização das fronteiras, da criação de espaços seguros protegidos das hordas de deserdados.

Entretanto, dentro das fronteiras protegidas os colarinhos brancos vão-se sujando, com um impacto social muito maior do que a acção dos sans-cullotes, mas com muito menos realce mediático.

domingo, junho 11, 2006

Do Estado

Sim. O Estado somos nós - claro, o Estado imana do colectivo social, do qual reproduz/condiciona as alterações.

Não. O Estado não somos nós, no sentido em que está a procurar ser vendido, de descentralizar responsabilidades, mas não mordomias.

É re/ler ou conhecer o bê-à-bá da ciência política (seja lá isto o que for).

O reino da espertice

No Causa Nossa.

À atenção dos professores


O último livro de Alvin e Heidi Toffler dá, como os outros, motivos de reflexão.

Os professores e a indústria da educação em geral são alguns dos que ganhariam com a consulta ao livro.

Não pelas soluções preconizadas, mas pelo diagnóstico cru que é feito.

Os Toffler entendem que os professores, os pais, os estudantes e as empresas estão a forçar a industrial-age school a mudar e a acabar com as education factories.

O sistema existente reduz o ensino a uma actividade mecânica, à instrução by-the-book e a avaliações-padrão e seca qualquer pinga de criatividade que professores e estudantes por ventura tenham.

Os pais começam a desistir de mudar o sistema e a montar alternativas de ensino, como o ensino caseiro, mas também novas instituições com novos modelos, métodos e conteúdos.

Os estudantes rebelam-se, como sempre que alguém os pretende encaixotar em formatos incómodos, desajustados ou inexplicados. A rebelião ocorre em dois locais, ou dentro ou fora da sala de aula. Ao abandonarem os estudos acabam por se juntar ao lumpen-proletariado, ao ficarem na sala, optam entre boicote passivo ou activo: (...) many teachers who are forced to serve as jailers faced every day with the equivalent of a ritot in the cell block as their pupils fight any semblance of discipline. (p. 360).

Por fim, as empresas, que estão cada vez mais decepcionadas com a resposta do ensino às necessidades de novas capacidades requeridas pela sociedade e economia baseada no conhecimento. Para sublinhar o seu ponto, os Toffler citam Bill Gates que, em 2005, escreveu: America's high school are obsolete (...) This isn't an accident or a flaw in the system; it is the system.

(Alvin and Heidi Toffler (2006), Revolutionary Wealth, New York: Alfred Knopf.)

quinta-feira, junho 08, 2006

Pois é, o Darfur... (5)

... - e a Somália ali ao lado.

UN missions seeking to end Darfur strife visit African Union headquarters.

terça-feira, junho 06, 2006

Futebol

Uma revista a ler.


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