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domingo, outubro 01, 2006

Onde páram as elites (86)?

(...)
Num debate da Associação Cristã dos Empresários e Gestores de Emmpresas defendeu a criação de uma Academia de Cidadania, porque Portugal não tem uma elite dirigente. Afinal quem nos dirige?
Há sempre uma classe política que é a detentora do poder formal, mas não é aí que se põe o problema da elite dirigente. Esta pode exitir ou não, mas o seu papel é ser um pequeno grupo capaz de conceber, produzir e difundir os valores, as atitudes e os padrões de comportamento que moldam a sociedade e que são a base da cidadania. Em boa medida, é aqui que se joga o futuro de Portugal. É claro que não tem nem deve ter a visibilidade mediática de uma classe política, mas um trabalho de grande exigência e quase ascese em termos de compreender a realidade e propô-la aos que quiserem aceitá-la.
E não temos essa elite?
Não. Pelo contrário, o que vejo é uma progressiva materialização e imediatismo de um sucesso pessoal que é a negação e uma elite dirigente.
(...)

Excerto de uma entrevista de Ernâni Lopes a Virgílio Azevedo, publicada na Única, de 30 de Setembro.

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